Município obteve R$ 466 milhões de valor adicionado nas riquezas geradas
R$ 466.924.590,00. Este valor é a principal contribuição de Cachoeira do Sul para o bolo de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 2007. Os R$ 466 milhões são referentes ao valor adicionado (VA) dos produtos de Cachoeira do Sul, ou seja, é o quanto o município valorizou os produtos fabricados. No ano de 2006 o VA fechou em R$ 444 milhões, apenas 5% a menos que este ano. As cidades que mais agregam valor aos seus produtos têm também um maior retorno do imposto, já que o valor adicionado é responsável pela maior fatia: 75%.
Para compreender o significado do cálculo do valor adicionado basta obter a diferença entre o custo da matéria-prima e o produto final vendido pelas empresas. Exemplificando, a empresa obtém sua matéria-prima a um valor de R$ 1,00 e gasta R$ 2,00 para transformá-lo no produto final (custos de serviços, transporte, impostos, bens intermediários, entre outros). O produto final é comercializado por R$ 6,00. Sendo assim, a empresa teria um VA de 100% (R$ 3,00) em seu produto.
IMPORTÂNCIA - O chefe da agência da Fazenda de Cachoeira do Sul, Geraldo Ache, destaca a importância do valor adicionado para um recebimento maior de recursos do ICMS. “O recolhimento de imposto dos municípios não é importante porque todo o valor arrecadado será redistribuído. Portanto, se o principal critério para essa redistribuição é o VA é fácil perceber o que realmente importa”, frisa.
A agência da Secretaria Estadual da Fazenda em Cachoeira do Sul divulgou pela primeira vez uma listagem das 100 empresas responsáveis pelo valor adicionado dos produtos do município, que chegou aos R$ 466 milhões no ano de 2007. Por se tratarem de informações estratégicas das empresas, os valores e a porcentagem de contribuição de cada uma delas não são divulgados, mas é possível obter uma informação de quais empreendimentos cachoeirenses estão conseguindo passar o seu produto final ao consumidor obtendo o maior lucro.
Liderando o ranking de 2007 aparece a Screw, indústria do ramo metal-mecânico que produz peças para máquinas agrícolas para grandes montadoras como John Deere, CNH (New Holland) e AGCO (Massey Valtra). Segundo o diretor da Screw, João Streit, a indústria conseguiu a mesma produção obtida no ano de 2006 e revela que o cenário para 2008 é ainda melhor. “A surpresa será 2008. Neste ano dobramos nosso faturamento”, diz, sem no entanto revelar números.
Liderando o ranking de 2007 aparece a Screw, indústria do ramo metal-mecânico que produz peças para máquinas agrícolas para grandes montadoras como John Deere, CNH (New Holland) e AGCO (Massey Valtra). Segundo o diretor da Screw, João Streit, a indústria conseguiu a mesma produção obtida no ano de 2006 e revela que o cenário para 2008 é ainda melhor. “A surpresa será 2008. Neste ano dobramos nosso faturamento”, diz, sem no entanto revelar números.
Extraoficialmente, o valor adicionado de toda a Rede Tischler de Supermercados é 3,5 vezes maior que o da Screw, ainda que os ramos de atuação - comércio e indústria - sejam diferentes.
Outro destaque entre os 10 primeiros da lista dos maiores valores agregados é a Lojas Pompéia, que conseguiu a oitava posição apesar de pertencer ao ramo do comércio, onde a margem de lucro das empresas é comumente menor em comparação com as indústrias.