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A Realidade do Jovem Negro

Conteúdo enviado por Marco Antônio de Paula Dias Junior


 “IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.” Diz o artigo 3º, inciso IV da Constituição Federal, mas tal texto não representa a realidade do jovem negro brasileiro do século XXI. Segundo a revista virtual Economia.Uol, os negros representam 54% da população brasileira, mas ainda assim são impedidos indiretamente de gozarem de todos os seus direitos como cidadãos brasileiros. O que deve ser feito para que essa abominável realidade seja erradicada?



Segundo a revista Carta Capital, mais de 60 % da população carcerária é composta por negros. Segundo os escritores Renato Meirelles e Celso Athayde no livro “Um País Chamado Favela”, 72% dos moradores de favela são negros. Favela, por conta de toda falta de política pública, ainda representa a senzala, mas a população negra ainda tenta alcançar seus objetivos, e buscam se incluir na sociedade. A Lei Nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, sancionada pela ex-presidente Dilma Rousseff, teve como intenção diminuir toda essa desigualdade, por conta da falta de uma política de inclusão após a abolição da escravatura. É desumano assistir toda essa desigualdade ainda existente em nosso país e se manter desigual, ou deixar de levantar a bandeira da igualdade.



A República Federativa do Brasil ainda possui uma dívida com a população negra residente, um débito manchado de sangue, terror e ódio e o Estado é principal responsável pela morte e terror da população afrobrasileira. Onde um jovem negro não tem a paz de poder sair na rua sozinho, pois uma abordagem racista pode ser feita, calúnias e constrangimentos podem ser realizados contra ele, não é encontrado na situação social atual um respeito pelos negros, mas ao contrário, é visto um enorme desrespeito com piadas infames e desvalorização da pessoa humana. Se o Estado fosse mais presente na vida da sociedade afro, ou criasse uma política de conscientização humanitária envolvendo ações sociais, sociologia, filosofia, religião e biologia, talvez esse mal já teria sido erradicado de nosso convívio.



Não dá mais para a sociedade se manter indiferente para tal situação. A história e a guerra contra o racismo é antiga e deve ser olhada com sensibilidade e profundidade, para que possamos alcançar uma justiça nesse amparo. Toda essa luta não pode ser em vão e essa história esquecida. Que possamos lutar com amor ao próximo, sendo pacíficos e revolucionários. Afinal, “política é feita com amor!”



Visto as aspectos observados acima, a população negra brasileira sofre cotidianamente por algo que não são culpados, são acusados por coisas que em primeira instância o Estado foi o causador primário, são retidos e censurados a ter voz ativa em meio social, são ridicularizados, todavia são dignos de respeito, louvor e admiração pela sua história, por tamanha luta, sofrimento e persistência. Que o respeito reine no convívio social e que a paz exista entre as diferenças étnicas.



“O Amor é a única força capaz de transformar um inimigo num amigo.” (Martin Luther King Jr.)

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