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Notícias > Cidade > Gavião salvo 08/08/2018 - 19h01 por Eduarda Esteves

Gavião veio de Santo Ângelo e foi salvo pelo médico veterinário Edson Salomão

Animal corria risco de vida e precisou amputar a asa esquerda

Fotos - Clique na imagem para abrir a galeria
6 imagens Médico veterinário Edson Salomão: Ele foi o responsável pela operação da Ave/Eduarda Esteves Médico veterinário Edson Salomão: Ele foi o responsável pela operação da Ave/Eduarda Esteves

Em uma corrente do bem, pessoas que se preocupam com os animais, sejam eles domésticos ou silvestres, uniram forças para salvar a vida de um gavião. 

A ave é da espécie gavião-pernilongo, e no final do mês julho, foi encontrada pelo biólogo e escritor Dante Andres Meller, com sua asa esquerda queimada, no interior da cidade de Santo Ângelo, RS. 

Ao encontrar o gavião, sabendo da vasta experiência e zelo do médico veterinário Edson Salomão por animais silvestres, Dante entrou em contato com ele para pedir socorro, porém, o biólogo não tinha como trazer a ave até Cachoeira do Sul.

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Mas através do Engenheiro Agrônomo Elton César Calegago, que vinha à trabalho para Cachoeira, o gavião chegou até a Clínica Veterinária Edson Luiz Salomão. 

>> Ave corria risco de vida

Ao chegar na clínica, na manhã do dia 27 de julho, o gavião passou por um raio-x e após por uma cirurgia, com anestesia inalar geral, para a amputação de sua asa esquerda. “A ave chegou aqui com um terço da sua asa seca. 

Possivelmente foi um choque elétrico que causou o machucado. Ela estava com áreas necrosadas e com uma ferida em uma das pernas”, explicou Salomão. 

Conforme ele, se a asa não fosse amputada a ave possivelmente não sobreviveria. “Essa foi a única alternativa que encontramos para salvar o animal. Ele corria risco de vida”, destacou. 

Ela passou por tratamento com antibiótico e soro na veia.
 

Confira um vídeo do gavião em recuperação Confira um vídeo do gavião em recuperação

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Comentários (1)

  • Renate Elisabeth Schmidt
    Renate Elisabeth Schmidt (Cachoeira do Sul) em 09/08/18 15:37
    Ave magnífica

    Há uns bons anos atrás, meu irmão que é engenheiro agrônomo, fotografou um urutau com seu filhote no Planalto Médio, onde reside, acomodados em cima dum poste de marcação de uma propriedade rural. Num mimetismo encantador, mal dava para distinguir o filhote da mãe e ambos do poste.
    Quando vi a foto da matéria lembrei-me desta foto majestosa da qual guardo uma cópia.

    Na Nova Zelândia havia uma ave chamada MOA.
    As moas são um grupo extinto de nove espécies (em seis gêneros) de aves não voadoras.
    O povo acreditava que as coxas da ave davam força aos guerreiros, havendo, então um consumo insustentável que causou a extinção entre os séculos XIII e XIV.

    Por essas e outras admiro a obra do existencialista Albert Camus, que definiu o mundo como um absurdo.

    A megafauna das Américas foi extinta pelos nativos.

    Esta ave predadora salva através da ação de um grupo voluntário nos dá ao menos um pouco alívio diante dos absurdos somativos deste planeta.

    A Península Ibérica fustigada por temperaturas de 45ºC, a Califórnia sendo derretida pelo fogo e os acordos do qual os EUA eram signatários, costurados cuidadosamente e avalizados por Obama, foram esnobados pelo atual presidente de lá.

    Quanto à expressão "do bem" usada na matéria, discordo dela.
    É uma expressão que surgiu nestes tempos de ódio no Brasil.

    Há o bem, o mal e suas múltiplas variações, mutações e degenerações.

    As visões dicotômicas dos mundos são águas passadas de povos antigos.

    Notícias boas como esta, em termos de natureza andam ficando "avis rara, avis cara".
    Obrigada, "The Bitol" pelo teu trabalho!

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