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Notícias > Polícia > Operação Fogo-Fátuo 13/06/2018 - 14h15 por ROBSON NEVES

Empresa de Cachoeira é alvo da operação contra fraudes em Agudo

Polícia Civil apreendeu documentos em oficina mecânica de máquinas e caminhões

Polícia Civil: operação teve desdobramentos em Cachoeira Polícia Civil: operação teve desdobramentos em Cachoeira

Duas caixas com documentos foram apreendidas na manhã desta quarta-feira em uma empresa de Cachoeira do Sul durante a Operação Fogo-Fátuo, uma ofensiva desencadeada pela Polícia Civil para combater supostos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, fraudes licitatórias, organização criminosa e lavagem de dinheiro na Prefeitura de Agudo.

De acordo com o delegado André Lobo Anicet, da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária do Departamento Estadual de Investigações Criminais, o alvo da Fogo-Fátuo em Cachoeira foi uma oficina mecânica que trabalha no conserto de caminhões e máquinas pesadas, prestadora de serviços para a Secretaria Municipal de Obras de Agudo.

Segundo Anicet, a partir de agora os documentos apreendidos, como notas fiscais, serão analisados para verificar se existe alguma fraude no contrato de prestação de serviços, como um eventual superfaturamento de preço. O nome da empresa não foi revelado pela Polícia Civil.

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Na Fogo-Fátuo foram cumpridas 48 ordens judiciais entre prisão, mandados de busca, bloqueio de ativos e indisponibilidade de bens móveis e imóveis em Agudo, Santa Maria, Cachoeira do Sul, Canoas e Porto Alegre. Sete pessoas foram presas, dentre elas o vice-prefeito de Agudo, Moises Carlos Kilian. Diversos documentos, armas e munições foram apreendidos.

Segundo os delegados Anicet e Max Otto Ritter, a investigação apurando crimes em Agudo durou cerca de um ano. “Busca-se desarticular uma organização criminosa estruturada em Agudo com atuação dentro da Prefeitura, formada pelo vice-prefeito, seus assessores, motoristas e secretários, em conluio com empresários do ramo de máquinas e peças”, destacam delegados.

Ao longo das investigações foi possível obter dados que indicam possível fraude a procedimentos licitatórios, através da combinação de valores e fracionamento das compras, buscando enquadramento nos limites legais de dispensa de licitação, relatam os delegados. “Ainda, em conluio com empresários, eram solicitadas notas fiscais com valores superfaturados, visando o desvio de recursos públicos”, explicaram Anicet e Ritter.

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Comentários (2)

  • Edson Bonine
    Edson Bonine em 15/06/18 13:04
    Prudência.

    Não sei a dificuldade, de saber que o vice-prefeito de agudo é o Sr. Moises Kilian (MDB). Acho prudente não divulgar os nomes das outras três pessoas foram presas, nem mesmo as empresas . Estas são somente suspeitas de envolvimento nas irregularidades.
    A liberdade de imprensa é importante, mas divulgar tudo de uma forma precipitada, pode jogar os nomes dos funcionários na sarjeta.

  • Vilnei Garcia Herbstrith
    Vilnei Garcia Herbstrith (Porto Alegre) em 14/06/18 12:02
    E O SANTO?

    Achei que está história de contar o milagre e não dizer o nome do Santo não existia mais. kkk

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