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Notícias > Cidade > Clubes 17/05/2018 - 15h26 por Vinícius Severo

Velha guarda da SUC lamenta situação atual do clube

Eles entendem que diretoria atual não estaria de acordo com estatuto da entidade, que terá seus dois únicos imóveis em leilão na próxima terça-feira

Ex-presidentes: lamentam situação vivida pela SUC Ex-presidentes: lamentam situação vivida pela SUC

Antigos dirigentes da Sociedade União Cachoeirense lamentaram a situação vivida pelo clube atualmente, ameaçado de perder toda sua estrutura em leilão na próxima terça-feira.

Três ex-presidentes, Aloir Machado, Silvio Vargas e Sergio Oaigen e um antigo vice, Carlos Azevedo, procuraram a reportagem do Jornal do Povo para relatar sua indignação com o momento atual do clube. Eles também denunciaram a legalidade da composição da atual diretoria, encabeçada por Vladimir Schirmer, que no seu entendimento estaria irregular.

“Para que haja eleição de diretoria, o conselho deliberativo precisa ser convocado como manda o estatuto. Todos ex-presidentes são membros natos do conselho e não fomos chamados”, lamentou Oaigen. O conselho deliberativo não teria sido mais chamado nos últimos cinco anos pelo menos, e o clube sequer teria algum tipo de contabilidade nas últimas gestões – o que explicaria a dificuldade da SUC mostrar à Justiça o valor exato de todas suas dívidas.

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Eles trouxeram à tona uma antiga negociação envolvendo o clube que nunca foi fechada, a venda de parte da sede campestre para o empresário Pingo Cerentini. “Quando fui presidente, em 1992, vendemos 300 títulos remidos que nos ajudaram a adquirir aquela sede. Uma época que muitos eram contra”, relembrou Oiagen.
Ainda conforme Oaigen, a área estaria envolvida em um dos processos judiciais de cobrança contra o clube.

SEM ESCRITURA

Até hoje, o empresário não teria recebido a escritura da área comprada, nem pago todo o valor estipulado em contrato – que seria de R$ 400 mil segundo os antigos presidentes. “E para onde foi esse dinheiro? Sabemos que parte foi para pagar dívida somente”, comenta Silvio Vargas. Um dos últimos a sair da SUC antes do clube começar a ser comandado por Paulão Trevisan, Silvio afirma que o clube tinha boa saúde financeira, mesmo com o pagamento de dívidas parceladas. “Lembro que quando saí havia uma dívida de R$ 519,00 mensais com o INSS”, comenta.

OUTRO LADO

O presidente da SUC, Vladimir Schirmer, afirma que os ex-dirigentes do clube estariam querendo formar uma chapa para voltar ao comando e ficar com o dinheiro do leilão das sedes.

“A primeira vez que assumi foi quando o presidente saiu, eu era vice. Depois, fizemos convocação até no jornal, mas conselho deliberativo nunca mais existiu, porque ninguém aparece lá. Só eu sei o que estamos fazendo para carregar o clube nas costas”, desabafou. 

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