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Notícias > Cidade > ATRASO NA EXECUÇÃO DO CONTRATO 13/03/2018 - 18h16 por CRISTIANO LIMA

GG prevê que universalização do tratamento de esgoto não será cumprida a tempo

Prefeito quer no papel o cronograma de obras da Corsan e ameaça adoção de medidas judiciais

Nova ETE segue utilizando apenas 56,6% da sua capacidade Nova ETE segue utilizando apenas 56,6% da sua capacidade 

O prefeito Sérgio Ghignatti declarou, nesta terça-feira, não acreditar mais que a Corsan conseguirá cumprir a tempo com sua principal obrigação contratual que é a universalização do tratamento de esgoto no perímetro urbano de Cachoeira do Sul até dezembro de 2021. “A Corsan não vai cumprir o contrato. Pena que não serei mais eu o prefeito em 2021, será uma tremenda batalha judicial”, prevê.

Ghignatti revelou que vai oficiar a autarquia nos próximos dias para exigir um cronograma de obras a fim de fiscalizar de perto, com “marcação cerrada”, a execução do contrato. Do contrário ameaça entregar o caso para que a Procuradoria Jurídica do Município adote as providências legais cabíveis, o que inclui até a possibilidade de rescisão unilateral por descumprimento de cláusula contratual. “Queremos tudo no papel daqui por diante, chega de atrasos e falhas injustificadas”, avisa o chefe do Executivo.

Isto porque, segundo ele, além de as obras estarem avançando vagarosamente, a companhia estatal deixou escapar R$ 12,5 milhões a fundo perdido (sem necessidade de reembolso) que estavam disponíveis para obras em Cachoeira do Sul apenas por falta de apresentação de projeto à Caixa Federal. “Não bastasse a lentidão para a ampliação da rede de esgoto, agora tenho recebido reclamações de locais da cidade com problemas crônicos de falta de água”, completa Ghignatti.

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SEM RESPOSTA

A direção da Corsan não confirma a perda do recurso milionário a fundo perdido, mas o prefeito dá como certa a falha administrativa da autarquia. “Estive lá em Porto Alegre na direção da Companhia alertando pessoalmente para o problema no início de fevereiro, ficaram de marcar uma reunião com o presidente da Corsan, mas até agora nada, não deram nem retorno. Isso é um sinal claro de que realmente não há mais como salvar o dinheiro”, conclui o prefeito Ghignatti.

A redação do Jornal do Povo vem tentando insistentemente contato com a presidência da Corsan através da sua assessoria de comunicação para esclarecer porque não houve a apresentação de projeto para aproveitar os R$ 12,5 milhões a fundo perdido disponibilizados pelo Governo Federal. Foram feitos contatos telefônicos e enviados questionamentos por e-mail em três oportunidades nas últimas três semanas, sem sucesso. 

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Comentários (2)

  • Edson Bonine
    Edson Bonine em 14/03/18 08:12
    Sartori.

    "... irresponsável e negligente.." governo incompetente Sartori.
    Vamos dar nomes aos bois, quem indica o secretário de estado e o presidente da Corsan, é o governador do estado.
    Governador que não tem interesse no fortalecimento da estatal, e quer a todo custo a sua privatização.
    Não vai cumprir o contrato, porque foi descapitalizada, teve inimigos na trincheira, que desmotivaram e impediram seus quadros técnicos de realizarem os projetos contratados.
    Como na gestão passada do Tarso, a empresa tinha capacidade de gestão? Sim, porque o projeto político era de fortalecimento da empresa. Agora é isto.

  • Adriano Bitencourt Chaves
    Adriano Bitencourt Chaves (Cachoeira do Sul) em 13/03/18 18:44
    Não brinca

    Sério, não brinca...? quer dizer que a irresponsavel e negligente estatal das aguas não vai cumprir o contrato e adm pública cachoeirense está surpresa...

    E vejam, não é dor de cabeça do GG, como ele falou em outros tempos, que não seria mais problema dele...

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