Grupo Vieira da Cunha

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Retrospectiva 2018

Ano da Ponte

 A Ponte do Fandango precisava ser refeita. Todos sabiam disso, até a Justiça, tanto que a reconstrução foi sentenciada e cumprida pelo Dnit. Para ser refeita, havia a necessidade de, durante uma parte dos 10 meses de obra, fechar totalmente a travessia. Todos sabiam disso. Quando 2018 iniciou, sabia-se que, provavelmente de julho a setembro, seria necessário interromper a ponte e procurar alternativas. Todos sabiam disso, tanto que foi tentada uma ponte do Exército, o que não foi possível.

Sobrou a opção de um serviço de balsa, da Rua Moron até a Praia Nova, exatamente na época de chuvas e enchentes, o que provocaria suspensão eventual do serviço e lama nos caminhos por terra da travessia. Todos sabiam disso.

Entretanto, mesmo todos sabendo que este ano da Ponte seria inevitável viver este ano, apesar de tudo, também, ainda assim, Cachoeira reclamou, protestou, indignou-se, utilizou-se de rede social, tumultuou, acusou, responsabilizou (pelo certo e pelo errado, tanto que até uma CPI foi aberta contra o prefeito) e, finalmente, quando terminou setembro, se conformou e comemorou a reabertura da Ponte. Assim foi 2018 para Cachoeira do Sul. O ano em que todos sabiam e optaram por acreditar que não sabiam de nada.