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06/06/2019 - 09h52

Aladim

Adaptação da Disney traz de volta sentimentos da infância

No domingo participei de uma ação que acontece todos meses, no cinema de minha cidade. Sempre no último domingo, as 15h, é promovida uma sessão GRATUITA, com cem ingressos a disposição para população. Fui testar o evento e me impressionei. Na sala de projeção tinha muita gente, independente do horário cedo, para um final de semana. Os ingressos esgotaram rápido e permitiram o acesso de pessoas de várias classes, desde os cinéfilos viciados (como eu), até pessoas humildes, que nunca estiveram frente a telona. Prejuízo para os proprietários¿ Duvido muito, pois certamente a ação vai gerar novos fãs que ocuparão as poltronas outras vezes. O consumo de pipoca e refrigerante também pareceu bem maior que em sessões normais, compensando a gratuidade das entradas. Quanto ao filme, nada de uma obra empoeirada. O título escolhido foi “Aladim”, novo sucesso da Disney que esteve no topo da bilheteria. É sobre ele que discerniremos na resenha de hoje.

Em um reino distante
Aladim é baseado no desenho animado dos Estúdios Disney de 1992, que por sua vez deriva do conto árabe “Aladim e a Lâmpada Maravilhosa”, contido na coletânea de histórias: “As Mil e uma Noites”. Na trama o Jovem Aladim é um rapaz pobre do reino de Agrabah. Este vive de pequenos golpes e saques por comida. Em uma de suas peripécias, o rapaz, juntamente com seu macaco, Abu, são capturados pela guarda do Grão Vizir, Jafhar. O vilão leva Aladim até o deserto, na porta de uma caverna mágica. Ele incumbe o garoto de trazer uma lâmpada velha e enferrujada, até o raptor. Para tanto, Aladim e seu macaco não devem tocar nenhum dos tesouros que se encontram na caverna. Devem trazer à tona apenas a velha lâmpada.

Decida seu desejo
Dentro da caverna, com ajuda de um tapete mágico, Aladim consegue resistir as tentações e resgatar a lâmpada. O macaco Abu, no entanto, não tem a mesma força de vontade. Ele rouba uma joia e isto prende os dois, e o tapete, dentro do local. No escuro só resta limpar a lâmpada para tentar utilizá-la para iluminar o ambiente. Quando Aladim esfrega o objeto, um gênio azul surge e lhe oferece três desejos. Agora Aladim terá de decidir se utiliza este poder para enriquecer e mudar de vida, conquistar a princesa Jasmim, por quem é apaixonado, ou libertar o novo amigo que recém conquistou. Aladim terá de resolver rápido, pois Jafhar continua em busca da lâmpada e irá fazer de tudo para obtê-la e tomar posse do sultanato de Agrabah.

Em carne e osso
Dificilmente existe alguém que não conheça a história de Aladim. A do filme é mais familiar ainda pois a semelhança com o desenho é impressionante, só que agora em live action. Abu, o tapete, o Papagaio Iago, está tudo lá, tão real quanto possível. Não temos Robim Willians como Gênio, é verdade, mas Will Smith faz uma criatura mágica tão carismática quanto o ser da década de noventa. A estrutura do filme também é a mais próxima dos desenhos animados da Disney que já assisti. O diretor, Guy Ritchie, responsável por obras como Rei Arthur (2017) e Sherlock Holmes (2009), opta por fazer um musical com cenas absurdas, como nas animações. Estas são tão bem coreografadas que concedem o ritmo que a história necessita.

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Roupas, Ruas e sons
De todos atores, Will Smith rouba a cena como o Gênio, o que já era esperado. Seja quando está azul ou na cor natural, o ser mágico se apropria de toda simpatia de Will para trazer um personagem a altura de Willians. Os cenários e figurinos também impressionam pela suntuosidade, principalmente as roupas da princesa Jasmin. Essas misturam linhas modernas com o tradicional das roupas árabes de época. Agrabah também está incrível, servindo de pista de parkor para Aladim. A ação nos faz pensar estar jogando o game “Assassins Creed”. As músicas do filme estão igualmente impressionantemente, próximas aos originais do desenho, mas modernizadas, resgatando uma nostalgia infantil que certamente deixará fãs eternos da obra.

Mil e uma noites ou mais
Parece que, com Aladim, os Estúdios Disney conseguiram mesclar sua técnica dos desenhos em um filme, que pode ser divertido para adultos e crianças. As vezes penso que o cinema é a lâmpada mágica de muitas pessoas, pois consegue transformar em realidade sonhos da infância. Entre estes desejos talvez um seja ver e ouvir Aladim em carne e osso, mesmo que projetado numa tela. Que bom que em alguns lugares existem quem permita que pessoas assistam estas obras de arte gratuitamente. Da forma como foi feita, no cinema da minha terra, tenho certeza que novos cinéfilos surgirão e manterão esta arte por muito tempo. Certamente os proprietários do cinema que frequento são benfeitores, mas, mais que isto, são verdadeiros Gênios. Com sua dose de bondade estão permitindo que várias pessoas realizem sonhos e também estão contribuindo para manter a sétima arte viva, por muito mais que mil e uma noites.


Trailers

https://youtu.be/PRyOvcOhtms
https://youtu.be/MW_CeoUsc04


Citações e Referências
Gênio - Will Smith, Eu Sou a Lenda, 2007
Aladdin - Mena Massoud, Open Heart, 2015
Jasmine - Naomi Scott, Perdido em Marte, 2015
Jafar - Marwan Kenzari, A Múmia, 2017
Dalia - Nasim Pedrad, Meu Malvado Favorito 2, 2013
Sultão - Navid Negahban, 12 Heróis, 2018
Príncipe Anders - Billy Magnussen, Caminhos da Floresta, 2014
Hakin - Numan Acar, A Grande Muralha, 2016 

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