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14/03/2019 - 09h43

Capitã Marvel

Filme da principal heroína da Marvel poderia ser mais forte, mais rápido e melhor

"Vingadores - Ultimato" é o filme mais esperado deste ano. Tudo por conta de sua primeira parte, apresentada ano passado, que explodiu a cabeça de milhares de fãs com seu final impactante. Era de se esperar que o filme da Marvel, que antecederia Ultimato, fosse tão grandioso quanto o final da saga cósmica. Como preâmbulo do blockbuster, o estúdio decidiu lançar Capitã Marvel, contando a trajetória da heroína mais poderosa dos quadrinhos de Stan Lee.. A obra chega poucos meses antes do quarto "Vingadores" e nos apresenta uma boa história. Isto não quer dizer que o filme seja tão imponente como esperávamos.

Lute como uma garota
No longa somos apresentados a Capitã Marvel (Brie Larson, Kong - A Ilha da Caveira, 2017), uma alienígena guerreira, da avançada raça Kree. A Capitã faz parte de uma tropa de elite, a Starforce, que realiza ações para a Consciência Coletiva. Este é um supercomputador que controla seu planeta. A Consciência ordena que Marvel e seu superior, Yon Rog (Jude Law, Sherlock Holmes, 2009), na Starforce partam em caça a Talos (Ben Mendelson, Jogador Nº 1, 2018), um inimigo de outra raça alienígena, os Skrulls. Estes tem o poder de se transformar em qualquer pessoa ou objeto. Na sua forma real possuem pele verde, queixo enrugado e orelhas compridas tipo as de duendes.

Deja Vu

 

A Starforce parte pelo espaço em busca do transmorfo. O encontra em um pequeno planeta atrasado. No lugar de capturarem seu inimigo, os Krees sofrem uma emboscada que permite a fuga de Talos. A Capitã Marvel é a única da tropa que consegue persegui-lo até outro planeta: a Terra. Chegando em nosso mundo, em plena década de 1990, a jovem começa a ter acessos a memórias de outra pessoa, a capitã Carol Danvers, da aeronáutica americana.

Um jovem ajudante

Os lampejos mostram que Marvel pode já ter vivido junto aos humanos. Talvez aqui ela tenha conseguido seus poderes. As lembranças também revelam que sua missão de caça pode ter outro objetivo. Agora a Capitã Marvel precisa descobrir quem é exatamente. Para isto terá a ajuda de um jovem agente chamado Nick Fury (Samuel L. Jackson, Vidro, 2019). Os dois precisam descobrir urgentemente os segredos da heroína. Tudo para que esta possa realizar sua verdadeira missão: salvar a terra e o universo.

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Todo Poder as Mulheres
Capitã Marvel tinha tudo para ser um grande filme, até a data ajudava, pois foi lançado na véspera do dia internacional da mulher, apresentando a heroína mais poderosa da Marvel. Esperava-se que a fita trouxesse várias pautas relacionadas com a afirmação das mulheres na sociedade, da mesma forma que Pantera Negra fez com a cultura afro. O longa tenta fazer isto, mas muito resumidamente, se comparado com o filme recentemente oscarizado da empresa. De qualquer forma, as meninas que vão ao cinema tem adorado a narrativa. Talvez seja eu que não tenha coseguido me identificar com as experiências da personagem. Pode ser que estas estejam sintonizadas apenas com a vida feminina e sua luta contra o machismo.

Mais cores por favor
No entanto, o o ponto onde acredito que a fita poderia ser melhor, não é exatamente no discurso sobre empoderamento. Isto deixo para as garotas avaliarem melhor. O que me decepcionou é que, como é um filme espacial, tinha a expectativa que o universo intergaláctico da Capitã fosse tão rico e bonito como de outros filmes da Marvel. Entre eles posso citar Thor Ragnarok (2017) e os dois Guardiões da Galáxia (2014 - 2017). Infelizmente não chega perto. Hala, o planeta da Capitã, até é interessante, mas não possui a grandiosidade de Asgard ou o colorido e a multiplicidade de raças de todos lugares vistos em "Guardiões".

Pode explicar de novo?
A narrativa também é um pouco complicada, já que a história começa com uma Capitã em franca atividade, em dúvida quanto ao seu real objetivo, e sendo abatida por flashbacks a toda hora. Os retornos da memória quebram o ritmo do filme, no lugar de fornecer mais empatia para a personagem. Os efeitos em CGI também não são tão fantásticos quanto aos vistos em outros filmes como todos os "Vingadores"(2012/2015/2018) e "Doutor Estranho" (2016), por exemplo.

Lipo de outro mundo
Mesmo assim a obra tem seus pontos positivos. O primeiro deles é o jovem Nick Fury. Jackson foi completamente renovado pelo computador, lembrando seu personagem em Pulp Fiction (1994), há 25 anos. Os Skruls também são um ponto forte. Existem momentos que nos envolvemos mais com os transmorfos que com os heróis. Como lutam bem aqueles arremedos de sapos. Por último, a atriz Brie Larson, que inclusive já venceu o Oscar, não está em sua melhor forma, mas se esforça para incorporar a heroína. Espera-se que em "Vingadores Ultimato" ela já esteja melhor ambientada com a personagem e, sobre a direção dos experientes irmãos russo, faça a heroína atingir o nível que os fãs esperam.

Reduzindo a concorrência
Capitão Marvel é um filme divertido, mas poderia ser bem mais. Talvez a sua proximidade com Vingadores - Ultimato tenha sido a maior dificuldade para atingir seu verdadeiro potencial. O novo filme de Thanos é a vedete da Marvel este ano. Não seria bom para o estúdio colocá-lo a competir com algo próximo do seu tamanho. Melhor é diminuir um pouco outras luzes, para a estrela parecer mais brilhante.

Entregue para uma mulher
Nãoexiste problemas quanto a esta estratégia. Sem dúvida a Capitã será a principal arma da humanidade contra Thanos, o genocida roxo. Certamente ela salvará o dia no próximo filme da Marvel e comprovará, mais uma vez, que para resolver as crises mais difíceis o ideal mesmo é chamar uma mulher. Afinal, a cada dia, percebemos são elas que comandam, e muito bem, o rumo das nossas vidas. Provavelmente, mandarão no destino dos Vingadores e salvarão o universo também.


Trailers

https://youtu.be/JhY6Yy4wtb4
https://youtu.be/av2jODMFu6M
https://youtu.be/eDOiRsow_eY

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