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14/02/2019 - 14h02

Homem-Aranha no Aranhaverso

Filme é forte concorrente ao Oscar para longa de animação

O Homem Aranha é um dos personagens mais queridos do mundo dos super-heróis. Não é a toa que já participou de desenhos animados, séries de TV, programas de tokusatsu e esteve em OITO longas metragem, em live action, desde o início do século. Só este ano, o alter ego de Peter Parker estará em três participações no cinema. Ainda serão apresentados "Vingadores - Ultimato" e "Homem Aranha - Longe de Casa". Já a sua abertura, em 2019, foi feita este mês, com o desenho animado: "Homem Aranha no Aranhaverso". Tá certo que o personagem é extremamente popular e ter alguém numa obra, com um uniforme azul e vermelho, é quase certeza de sucesso. Mas nada preparou os fãs para a ousadia desta animação da Sony.

A Trama do Aranha
"Homem Aranha no Aranha Verso" nos traz Peter Parker, o Homem Aranha original, logo na abertura da fita, contando a trajetória que o levou até aquele momento. Ele imagina ser o único da espécie, mas não é bem assim. O filme inicia com um rápido flash da história do heróis que todos conhecemos. Em seguida somos apresentados a outro garoto, que também recebe uma picada de aranha radioativa. Este é Miles Morales, um afro-americano que assim como o personagem inicial passa a desenvolver poderes iguais aos de uma aranha.

Inseto esmagado
Ao encontrar Parker, Miles Morales acaba arrastado com o herói para um laboratório científico e se envolve numa luta com o Duende Verde. Lá o vilão joga a versão adulta do herói num feixe de energia. Este portal leva para outros universos. O contato faz com que cinco diferentes luzes escapem lá de dentro, e gera uma enorme explosão. Miles, e toda população, acreditam que Parker foi morto pela catástrofe. No entanto, logo o jovem herói descobre que um dos raios trouxe para o sua realidade outro Homem Aranha. Este é mais velho, barrigudo, e um pouco diferente do parceiro recentemente abatido.

Teias diferentes
O garoto decide ajudar o Aranha extradimensional a voltar para o seu universo, desde que este lhe ensine a ser o novo Homem Aranha. Ao pesquisar o que aconteceu, Miles descobre que o Rei do Crime está tentando utilizar uma máquina interdimensional para ressuscitar sua falecida esposa. Ao fazer isto, trouxe não só o velho Homem Aranha ao seu mundo, mas também outras quatro versões do personagem, de diferentes realidades. Logo o filme apresenta a Spider Gwen, o Aranha Noir, o Porco Aranha e Peni Parker, uma personagem japonesa que controla um robô do aranha.

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Grande Responsabilidade
Agora, Miles Morales precisa aprender a lidar com seus dons, ao mesmo tempo que tenta enviar os amigos para seus universos originais. Para isto tem de impedir que o Rei do Crime destrua o mundo com sua máquina defeituosa. Com este objetivo, o garoto deverá lutar, junto com seus parceiros, contra a enorme galeria de vilões do personagem. Certamente é um missão complicada para um herói adolescente. Mas, com grandes poderes, vem grandes responsabilidades.

Aracnídeos para todos
Ao ler a sinopse parece que o desenho é mais uma história maluca de quadrinhos, levada ao cinema. No entanto, o filme é bem mais que isto. A inovação começa na forma que a arte é apresentada. Ela traz uma tridimensionalidade completamente revolucionária, tentando emular o universo de cada personagem para apresentá-lo. O Porco aranha é bidimensional, como são os desenhos dos Looney Toones, que inspiraram sua existência. O Aranha Noir aparece só em preto e branco, como as histórias da época que representa. Já a aranha japonesa é desenhada como um mangá, pelo motivo óbvio. O mais incrível é que esta mistura funciona perfeitamente, em um equilíbrio difícil, para um filme com tantos heróis.

Aracnofobias
Na obra também se destaca a mistura da produção de cinema, com técnicas de HQs. São utilizados no filme a aplicação de balões, quadrinhos e onomatopeias. A presença de easter-eggs obviamente também é farta. Além disto são trazidos vários vilões, que só tiveram versões nos quadrinhos. Entre eles estão o Lápide, o Gatuno, o Escorpião e a Dra. Octopus. Estes são apresentados sem explicar ao espectador quem são eles. Os bandidos apenas são jogados no combate, na esperança da existência de conhecimento prévio dos observadores. Isto é ótimo para os fãs de carteirinha, que veem sua experiência valorizada. Mas para a plateia eventual, certamente causarão confusão. Para mim, é o único problema do filme.

Teias no Oscar
Homem Aranha é um personagem de quase sessenta anos e o filme consegue homenagear criativamente as várias fases que o fizeram o principal personagem de Stan Lee. É impressionante a coragem que a Sony teve em autorizar a realização de uma obra como esta, com uma mistura tão grande com os quadrinhos, com uma história complicada, com personagens completamente novos ou modificados e contando apenas com a experiência dos espectadores sobre o protagonista para se entender o roteiro. A aposta deu certo. O filme é um sucesso, forte concorrente ao Oscar de melhor animação neste ano. Que venham novas ideias inovadoras, não apenas do aranha, como também de outros personagens Marvel. Com ousadia e qualidade tenho certeza que este herói estará apenas iniciando a tecer uma teia, mais longa ainda, de enormes sucessos.


Trailers
https://youtu.be/SS6ABPkfmBE
https://youtu.be/neNmOCxa7AU
https://youtu.be/4I2NiQaVw78 

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