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17/01/2019 - 09h42

Titãs

Série mistura fantasia da DC com a dramaticidade da Marvel

A onda de super-heróis do cinema potencializou a presença de superseres na TV e em serviços de streaming. As duas principais produtoras de histórias em quadrinhos de heróis, a Marvel e a DC, atuam fortemente nestes nichos e os atendem de forma diferente. A empresa de Stan Lee preferiu se apresentar inicialmente na Netflix, de uma maneira mais soturna, com as séries Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage, Punho de Ferro e Justiceiro. Já a DC está no canal a cabo CW, pertencente a Warner. Na emissora são apresentadas as séries Arrow, Flash, Supergirl e Lendas do Amanhã, todas com uma pegada mais jovial e fantasiosa.

Heróis na Rede
Agora, ambas as empresas de quadrinhos deverão ter um serviço de streaming focado nas suas peculiaridades. A Marvel deverá lançar vários títulos no catálogo Disney Plus, de quem é subsidiária. Por sua vez, a DC já lançou um serviço próprio, o DC Universe, que inaugurou com a série "Titãs". O programa estreou recentemente no Brasil pela Netflix. Além de ser bem divertida, "Titãs" conseguiu a proeza de misturar o clima de drama adulto, das séries da Marvel, com o colorido e os poderes fantásticos, das séries da DC.

Fugindo da asa do morcego
Em Titãs somos apresentados ao detetive Dick Grayson (Brenton Thwaites, Piratas do Caribe- A Vingança de Salazar, 2017). Este possui a identidade secreta de Robin, que foi parceiro mirim do principal vigilante de Gotham City. Separado do mentor, Robin agora está adulto e continua sua vida de combate ao crime na madrugada, após seu serviço na polícia. No trabalho, Dick recebe a tutela da jovem Rachel Roth (Teagan Croft, A Filha de Osiris , 2016). Esta é uma adolescente problemática que parece ter assassinado a própria mãe, com poderes paranormais. Não demora para Robin descobrir que existem vários malfeitores atrás da garota. A saída é levá-la até outros amigos vigilantes, para protegê-la, enquanto o detetive tenta descobrir mais informações sobre a menina.

Quem é esta garota?
Ao mesmo tempo, na Áustria, a bela Kory Anders (Anna Diop , Message from the King, 2016) acorda em um acidente, com o carro cheio de marcas de balas, e sem memória de sua identidade. A única lembrança da modelo é que deve encontrar uma garota conhecida por Ravena. Nos Estados Unidos, o esconderijo de Rachel com os vigilantes não funciona, e uma gangue de meta-humanos tenta rapta-la. Dick precisa então resgatar a garota e levá-la em uma verdadeira jornada tentando descobrir seus segredos e como impedir que seus poderes ponham em risco a vida em todo planeta. Para isto terá a ajuda de Koriander, a Estelar, Garfield Logan, o Mutano (Ryan Potter, Operação Big Hero, 2014) Dona Troy, a Moça Maravilha (Conor Leslie, Shots Fired, 2017) e da própria Rachel, a Ravena. Juntos eles formam "Os Titãs" e precisam aprender a trabalhar juntos, ou o destino da própria humanidade estará em perigo.

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Drama Fantástico
O resumo da trama de Titãs é parecido com vários outros, sobre séries de super-heróis. O diferencial do programa é a forma como é apresentado. O roteiro é extremamente violento, mas com lutas bem coreografadas, diferentes de algumas séries da Marvel na Netflix. A trama também não se esquiva em abordar temas polêmicos como pedofilia, estupro e os complexos que situações como esta causam na vida de um adulto. Ainda assim, diferente de outras séries dramáticas de super-heróis, Titãs não abre mão de seu lado fantasioso. Ela se destaca com poderes bem elaborados, pela computação gráfica, para Estelar, Ravena e Mutano.

Fora dos Quadrinhos
O show também não tem vergonha da mitologia dos quadrinhos. O último episódio é um verdadeiro banquete para quem gosta de easter-eggs. São apresentados dezenas de detalhes que lembram que, embora mais velho, aquele Robin é o mesmo personagem que vimos lutar ao lado do Batman em tantas aventuras. Mesmo quando foge da linha das revistas, Titãs também acerta. A história fica realista ao preferir colocar os heróis num Road-movie fantástico, ao invés de um combate a demônios e alienígenas, que é como eles apareceram nos gibis. Neste pretenso realismo a direção de elenco teve a sacada de escolher para o papel de Koriander uma afro-americana, que confere diversidade étnica ao grupo e preserva as características únicas que destacam a personagem.

Para o Alto e Avante
Seguramente houve um grande avanço de Titãs em relação as outras séries de super-heróis da atualidade. Vamos torcer para que os serviços de streaming da Marvel e da DC consigam ampliar a quantidade de títulos e mantenham a qualidade da série inaugural. Se conseguirem fazer isto, o Disney Plus e o DC Universe estarão inaugurando uma nova era para os super-heróis das mídias caseiras. Teremos um verdadeiro panteão de Titãs, como os das histórias gregas, a disposição de um click de mouse ou do simples apertar de botão, de um controle remoto.


Trailers

https://youtu.be/MdXHLVr2T08
https://youtu.be/0qd_94Pf17k

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