Grupo Vieira da Cunha

Parcialmente nublado

Tempo hoje

Min 8 / Max 19 +mais
Edição Impressa
13/02/2018 - 14h54

Maze Runner - A Cura Mortal

Filme encerra trilogia respondendo todos mistérios da franquia

Há pouco tempo houve uma leva de filmes que tinha como base o empoderamento dos jovens. Normalmente estas obras eram baseadas em livros juvenis, grandes sucessos de vendas e popularidade. Para devorar estas publicações, a meninada não se importava em consumir uma grande quantidade de páginas. Estas eram rapidamente vencidas, para se chegar ao desfecho das histórias. É desta época franquias como A Saga Crepúsculo (2008-2011) , Jogos Vorazes (2012-2015), Divergente (2014-2016), Harry Potter (2001-2011) e Percy Jackson (2010-2013). Meio atrasado nesta onda, um ótimo produto acabou se consolidando como uma boa história, com início, meio e fim. Isto é algo que muitos universos juvenis não conseguem construir com eficiência. Estou falando de Maze Runner, que após três filmes chegou a sua conclusão, com o subtítulo "A Cura Mortal" (Maze Runner - The Death Cure, EUA, 2018).


Perdido e sem memória

Maze Runner iniciou sua trajetória no cinema em 2014, num filme baseado na série de livros de James Dashner. O primeiro longa chama-se "Maze Runner - Correr ou Morrer", homônimo a publicação inicial. Nele o jovem Thomas acorda sem memória em um elevador de carga. O equipamento leva o garoto até uma clareira, cercada por um grande muro. Lá vive uma comunidade de meninos que chegaram ali da mesma forma. Logo Thomas descobre que, para sair das muralhas, os garotos precisam atravessar um enorme labirinto. O ápice do filme acontece quando vários garotos conseguem ir além de qualquer ponto já alcançado no labirinto.

Cobaias no labirinto

No segundo filme da franquia, "Maze Runner - Prova de Fogo" (2015), alguns dos garotos conseguiram escapar do labirinto junto com Thomas. No mundo exterior foram resgatados por uma organização com o sugestivo nome de C.R.U.E.L. Descobre-se que foi este mesmo grupo o responsável por prender os jovens na clareira. O objetivo era que os meninos tentassem fugir, através do labirinto, pois desta forma desenvolveriam um anticorpo especial. Este possibilitaria a criação de uma vacina que impediria a raça humana de ser extinta por uma praga zumbi.

Publicidade




O Segredo Cruel
O final da franquia, "Maze Runner - A Cura Mortal" (2018), busca finalizar todas as questões abertas nos capítulos anteriores. Finalmente Thomas descobre seu papel neste mundo dividido. Nele vive uma parcela da população contaminada e vivendo a própria sorte. A outra parte, protegida pela CRUEL, mora em uma bela e bem organizada cidade. A metrópole é envolta por muralhas parecidas com as do labirinto. Desta vez Thomas precisa invadir o cerco para resgatar um amigo e confrontar pela última vez a CRUEL. Ao fazer isto enfrenta perigos, desvenda mistérios, reencontra inimigos como aliados e amigos que se tornaram traidores. Tudo isto acontece em meio a uma gigantesca revolução, que pode levar a cura para a raça humana ou a sua derrocada final.

Com a cara no muro
"Maze Runner - A Cura Mortal" teve problemas na gravação que acabaram ajudando a construção do filme. Em uma das tantas peripécias que participava, o ator Dilan O´brien (A Primeira Vez, 2012), acabou fraturando ossos do rosto. Dilan, que interpretava Thomas, chocou-se com um carro em movimento, numa cena que o estúdio não conseguiu garantir sua segurança. Para o ator se recuperar, as gravações tiveram que ser interrompidas por longos meses. Embora este acontecimento tenha prejudicado o lançamento da aventura, auxiliou numa melhor elaboração do roteiro e até na edição de efeitos visuais. Estes puderam ser melhor trabalhados devido ao tempo adicional.

Salvando o mundo sem poderes
Particularmente, acho Maze Runner o filme mais bem elaborado, de todos da leva juvenil, que invadiu o cinema. Isto não acontece pelo excesso de efeitos especiais, contos mágicos ou parafernálias tecnológicas. Maze Runner é bom pelo contrário. Sua trama de ficção tem os pés bem calcados na realidade, durante a maior parte do tempo. Os garotos não possuem poderes especiais, a não ser a capacidade de correr rápido dentro de um labirinto. O próprio labirinto, embora gigantesco, nada mais é que vários escombros e armadilhas que lembram um brinquedo de cobaias. Talvez por isto os diretores da trilogia tenham optado em usar efeitos práticos, misturados com imagens criadas em computador. A técnica viabiliza que o filme tenha cenas de ação, mas nada que seja impossível de acreditarmos.

Escapando dos mistérios
Vale destacar que o filme explica todos segredos da franquia, e sabe a hora de fazer isto. A amnésia, o labirinto, a organização, a doença, o deserto, tudo terá sua explicação no devido tempo. O primeiro filme serve para apresentar os garotos, o segundo para mostrar o problema verdadeiro que estão enfrentando e o terceiro para explicar como resolvê-lo. Você pode até não sair satisfeito da sala de projeção, mas com certeza não ficará com dúvidas na cabeça, como quem assistiu o último capítulo de Lost.

Salvando o presente
Foi riquíssima esta última leva de filmes para jovens. Ao fornecerem protagonismo a juventude, em filmes como Eclipse, Jogos Vorazes e Maze Runner, acabaram incentivando o desenvolvimento de garotos e garotas do mundo real. Assistindo heróis de sua idade, que conseguem mudar o mundo das telas, nossos garotos são incentivados a acreditar que podem mudar a realidade aqui fora também. Portanto, que venha logo a próxima leva de filmes feitos diretamente para meninada. Que apareçam tão rápido quanto os corredores do labirinto. Quem sabe sua inspiração possa ajudar a salvar o mundo de hoje também.


Trailers
https://youtu.be/mqUnRDKkRWI
https://youtu.be/xAzLgg7zkGI    

  • amigo

É preciso estar logado para deixar o seu comentário. Clique aqui para fazer seu login.

Comentários (0)

  • Nenhum comentário para o conteúdo.

Postagens mais recentes de Blog do Cinema

mais postagens de Blog do Cinema

JP no Facebook