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10/07/2019 - 09h43

Cristina Gomes da Silva

Cristina Gomes da Silva nasceu em Cachoeira do Sul em 03 de julho de 1972.

Estudou no Instituto João Neves da Fontoura. Começou a escrever desde muito jovem, porém sem compartilhar seus relatos. Max Lucado e Stormie Omartian são suas maiores influências.

Em sua escrita, busca essencialmente compreender o real sentido da vida, definindo sensações ou retalhos do cotidiano. No universo das ideias Cristina deixa fluir a eloquência da alma. Sua produção baseia-se na reflexão existencialista. E nas reminiscências, tal qual Gerações, poema escrito em abril de 1989.

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Cristina Gomes da Silva, vencedora do XXII Prêmio Paulo Salzano Vieira da Cunha de Poemas.

 

LÍRIOS DO CAMPO
Uma beleza que vem do céu.
Perfeição de Deus
Não é feito por mãos humanas
Não depende do homem
E consegue ser belo e perfeito
Seu perfume se espalha
Sua formosura é incomum
Tem coisas na nossa vida que são idênticas aos lírios...

 

Poesia

A poesia é
Uma escrita no papel
Mas também pode ser
Uma mensagem para o coração
Uma interrogação
Ou um recado do céu
Pode a palavra estar
Querendo algo te dizer
Ou simplesmente ela está
Mostrando o que é preciso aprender
Mas a poesia sempre será
Um afago a nossa alma
Uma palavra que acalma
A poesia é como um filho
Gerado em dores no ventre
E quem ama a poesia um dia
Por certo vai amar para sempre.

 

O Oleiro e o barro

Eu sou Um vaso de barro
O Senhor é o meu oleiro
Nas suas mãos me deixo moldar
Mesmo não sabendo ainda
Qual será o meu formato
Confio totalmente em suas mãos
Pois o oleiro sabe como trabalhar o barro
Sinto o aperfeiçoamento da obra
Vivo, pelo seu desejo
Me alimento, pela sua vontade
O seu amor me fortalece
A fé me faz caminhar
Por lugares que nunca ousaria chegar
Cada dia que passa o amor aumenta
Em meu coração
Então vejo claramente
Que de fato sou
Um vaso frágil
De barro
E nas mãos do meu Escultor me deixo levar
Confiante que hoje ele me molda
Mas que já sabe
O vaso que para e irei me tornar!!

 

Gerações

As criancinhas brincam na calçada
E o sorrida da senhora a contemplá-las
Me emociona
Eu poderia agora oferecer flores
Para ela
Mas não fiz isso
Talvez amanhã
Eu me arrependa
De não ter revelado,
Exposto o que sentia
Eu deveria ter feito
Pois no amanhã
Eu não posso mais ser uma criança brincando na calçada
Mas eu posso ser uma senhora que contempla
Desejando que uma jovem que me observa
Ofereça-me flores com suas mãos.

Cristina Gomes da Silva
1 º lugar
Categoria adulto
XXII Prêmio Paulo Salzano Vieira da Cunha de Poemas


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