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03/07/2019 - 09h55

XXII Prêmio Paulo Salzano Vieira da Cunha de Poemas

O BLOG DA POESIA desta edição está especial. Ele traz os poemas premiados no XXII Prêmio Paulo Salzano Vieira da Cunha de poemas, edição 2019. Ao total foram 251 inscrições, um aumento significativo em relação aos anos anteriores, divididos nas três categorias, infantil, juvenil e adulto. Foram quase 5 horas de leitura da comissão avaliativa em um trabalho que exigiu atenção, dedicação e zelo. Alguns agradecimentos se fazem pertinentes. E necessários. A começar pela inestimado e valorosa contribuição dos nossos jurados, Mildo Fenner, Rosane Rosing e Silvia Santos. Agradeço também aos nossos apoiadores, Fisk e a Rohde Advogados Associados. A Josiane Fardin do Núcleo Municipal de Cultura e sua equipe. Aos músicos Dilber Alonso e Luiz Felipe Duarte. Ao Jornal pela iniciativa (Parabéns pelo aniversário, são 90 anos de história, informação e cultura). Celebro e parabenizo a todos que participaram do concurso, aos pais, professores, escolas, ativistas culturais, leitores... A comunidade cachoeirense pela aceitação e engajamento. Parabéns aos escolhidos. Cristina Gomes da Silva, Júlia de Moura Effel, Ricardo Carrera Miguel Filho, Caroline Figueiró Machado, Lorenzo Moura de Lima e Livia Skolaude. Viva a literatura. Viva a poesia.

 

Gerações

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As criancinhas brincam na calçada
E o sorrida da senhora a contemplá-las
Me emociona
Eu poderia agora oferecer flores
Para ela
Mas não fiz isso
Talvez amanhã
Eu me arrependa
De não ter revelado,
Exposto o que sentia
Eu deveria ter feito
Pois no amanhã
Eu não posso mais ser uma criança brincando na calçada
Mas eu posso ser uma senhora que contempla
Desejando que uma jovem que me observa
Ofereça-me flores com suas mãos.

Cristina Gomes da Silva
1 º lugar
Categoria adulto

 

O amor é cego

Delineio a tua boca
Com o toque do meu lado
Leio em braile o relevo
As curvas do arco do cupido

Esculpido em teu sorriso
O que nenhuma língua poderia traduzir
O amor é cego e sensorial
Transcreve a forma de um beijo na linguagem não verbal
Se o inglês é a língua universal
Sinto lhes dizer...
Na boca eu tenho a forma da palavra saudade
Escrita curva como caligrafia
Separada por uma pequena cavidade
A boca é a própria poesia.

Júlia De Moura Effell
2 º lugar
Categoria Adulto

 

Singular

Trabalho com fatos, vamos começar pelo mais importante
Eu sou provavelmente o texto mais incrível que você já leu
Literalmente não me importo com os outros, são totalmente irrelevantes
Afinal, ser único assim demanda muito trabalho, esforço e dedicação
Ultrapasso os séculos sem precisar de glúten e conservantes

Algumas obras falam pelas minhas costas como se eu não soubesse, quem me dera
Vamos concordar que as coisas mais interessantes são ditas e não estão nas estantes
Milhares de livros ao redor do mundo ficam em bibliotecas antigas e empoeiradas
Eu por outro lado, estou sempre na ponta da língua das pessoas mais importantes

Meus versinhos costumam ser simples e cheios de emoção
Não preciso de 30 capítulos e uma contracapa para falar sobre o Wesley Safadão
Se a batatinha quando nasce espalha a rama pelo chão
Sem sombra de dúvidas foi por minha causa que a Eva conquistou o Adão

Sou perfeito e útil, os alunos me utilizam para fazer recuperação
Decorar História, Química e Matemática, já reconheciam a decepção
Mas com um simples poema poderiam solucionar
Todos os problemas que a Física poderia demostrar

Jorge só não foi mais amado do que eu,
Pois Augusto com seus Anjos muitos poemas escreveu
Se um certo dia Sherlock Holmes passou a investigar
Tenho a total certeza que em um poema a solução pode encontrar.

Ricardo Carrera Miguel Filho
1 º Lugar
Categoria Juvenil

 

Pleonasmo
Álvares de Azevedo do Romantismo
Machado de Assis do realismo
Os dois?
Pouco em comum
Porém, a escrita os fazem parecer.

Essa é a capacidade do ser humano
Que, por meio de palavras
Pode se expressar
E pra sempre guardar.

Álvares, escrevia histórias de horror
Retratava sua geração
Que sofria por amor.
Machado, com sua história real
Mostrava uma sociedade nada leal.

Até mesmo Gregório de Matos
Do período Barroco,
Que na sua prosa sem vergonha
Deixava a Igreja com insônia.

A escrita nos une
Por meio de verbos, antíteses e paradoxos
Para que nunca esqueçamos da nossa história
E do pleonasmo vicioso que é a vida vivida.

Caroline Figueiró Machado
2 º Lugar
Categoria Juvenil

 

Aquarela Maluca

Com um pincel
Eu faço um chapéu azul
E cum carro roxo
E um dinossauro preto

Com um pincel
Vermelho eu faço
Uma geladeira vermelha
E uma caravela

Desenho uma aranha com cabeça de girafa
E um cachorro com tentáculos

Faço um pirata sem barco
E cum carro sem rodas
E um jacaré sem saber nadar

Faço um mar verde
E aço uma loja sem objetos
E também um relógio sem ponteiros.

Faço um caminhão sem cabine
E uma ovelha sem lã
E um carro de corrida em formato de tartaruga.

Lorenzo Moura de Lima
1 º Lugar
Categoria Infantil

 

Mundo Disney

Meu mundo é tipo Disney
Tem magia e fantasia
Se a Sininho pode voar
Todo mundo poderá.
Se a Rapunzel pode ter
Cabelo grande
Você também poderá!
É só falar bom dia
Flor do dia
Que a Moana aparecerá.
É só dizer a palavra mágica
Mixa, muxa, mick, mais.
Se aparecer um sapo
E dizer me beije
Sua vida irá mudar
Não acredite
Porque um sapo você irá virar.
Se a fada madrinha aparecer
Peça um desejo
E logo, logo o Aladim
Vai aparecer.
Se você cair num buraco
Não se preocupe
Porque no País das Maravilhas estará.
E você bitibatibu no fim chegará.

Livia Skolaude
2 º Lugar
Categoria Infantil

 

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