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19/06/2019 - 10h39

XXII PRÊMIO PAULO SALZANO VIEIRA DA CUNHA DE POEMAS

Estão abertas as inscrições para o XXII Prêmio Paulo Salzano Vieira da Cunha De Poemas. Os escritos podem ser postados nas agências dos Correios até o dia 22 de junho ou entregues pessoalmente na recepção do Jornal do Povo. Nosso histórico e tradicional concurso literário já premiou mais de noventa poetas nas suas vinte e uma edições e apresenta como premissa divulgar, descobrir e incentivar a produção literária em Cachoeira do Sul de forma igualitária e democrática. Mais uma vez o certame divide-se em três categorias, infantil, juvenil e adultos. Para participar do concurso é estritamente necessário residir na cidade. Os poemas devem ser entregues em três vias, identificadas com pseudônimo e categoria pertencente, digitadas em word, fonte 12, com no máximo 25 linhas. A temática é livre. Em um envelope grande deve constar, na parte de fora, o nome do poema, categoria e pseudônimo do autor. Dentro deste envelope grande, junto com as vias digitadas, deve constar um envelope menor, lacrado, com os dados de identificação do participante; nome completo, endereço e telefone para contato, nome do poema, pseudônimo e categoria. Os poemas devem ser inéditos, nunca publicados. Regulamente completo pode ser retirado na recepção do Jornal do Povo ou conferido no site. Divulguem nosso concurso. Participem. Como diria Ferreira Gullar: “A arte existe porque a vida não basta’’.

 

Ar de Engenho no ar
O universo da minha infância engendrada no meu ser;
lugar onde me encontro ao lado do seu eu!
eu engenho, articulo junto ao vento cintilar;
animando o deslizar fragmentado que de mim se vai.
sussurrando a infância indisposta, a consubstanciar;
espalhando partículas de genoma no ar.
planeando o semear, semeando o deformar;
reinventando o engoiar, do meu deformado pautar.
pautando novamente a vida em um novo engenhar;
engenhado o abstrato solidificado no ar.

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Gisela Purper Barreto

 

O inverno de nossas vidas

Lembro dos dias que brincávamos,
 quando crianças e o meu cabelo você puxava
tenho duas marcas em meus joelho dos tombos que levei
sacudia a poeira e levantava...
os invernos que passei ao seu lado, foram os mais reflexivos
sempre tinhamos aquele "papo cabeça''
mas tudo agora ficou no passado
seus conselhos com carinho guardei
hoje, meu coração sofre calado
sua partida tem sido muito dura para mim
meu querido irmão, como gostaria
antes de sua partida, pelo menos mais um abraço.
daqui alguns minutos um ano completará de sua partida
só resta lembrar...
 em nossa história sempre viverá.
Por isto hoje, vejo de forma diferente a vida,
Tantos invernos que passei...

Niqueli da Costa

 

Confidente
Raios de luz, na janela clareiam o papel
e as ideias soltas, passeiam pelo céu.
eu poderia fechar os olhos
diante do que é belo e assustador
mas eu não seria a mesma
nem teria versos de amor
amor às coisas e à natureza.
cada qual com seu valor.
pois pra mim, são nobres as palavras
que me escapam do pensamento
carregadas de todo sentimento
é só sentimento; vivo o que sinto
sou o que vivo, o que escrevo.
escrevo o que vejo
será que este meu caderno, palco de delírios?
eis o caderno, do meu eu, melhor amigo.
todos os sentimentos, guardo no papel,
para compartilhar, alegria e dor.
com todos os poetas que fazem da vida
os lindos versos de amor
e mesmo que um dia, dessa vida eu parta
em mesmo a morte lhe fariam esquecer
pois meu fiel confidente, guarda no mundo
meus versos mais profundos,
a quem quiser ler.
Caroline Gofas

 

Que paixão é esta?

o mundo inexiste,
o silêncio é o de uma catedral,
ouvem-se apenas sussurros:
sons confusos de prece ou praga...
a imobilidade é quase geral,
somente olhos e mãos se movem nervosamente,
num misto de sofrimento, espera, alento...
e, de repente:
com se regido por um invisível e magistral maestro
o mundo se agita, se move e agiganta,
é a vida que explode num só grito:
- "gooool!...
e então volta a paz, a glória e a alegria
no inusitado pais do futebol.

Madalena Alverne Medeiros da Silva

 

Eu e o mundo

Eu não tive infância...
Mas Deus não tirou – me a ânsia
de buscar...tocar.. saber...
Desde muito menina,
o mistério da vida me fascina...
e de mim indaga sobre coisas que não posso ver...
Eu não tive infância...
Mas essa minha aliança com o universo,
despertou em mim um desejo confesso,
pelas artes do descobrir...
Meus olhos buscavam o céu,
e por detrás de sete véus,
uma voz perguntava:
e se ao invés do tudo, existisse o nada?
Se ao invés do principio, restasse apenas o fim?
Eu não tive infância...
Mas as eras habitavam minha alma...
E uma senhora de sabedoria infinda,
com doçura me acalentava...
Eu não tive nada.
E por isso, tive tudo...
O mundo adentrou o meu puro ventre.
E eu o amamentei com as lágrimas do meu sofrer
e o ninei com as canções que fazem girar o mundo...

Jaqueline Machado

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