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22/05/2019 - 09h44

XXII Prêmio Paulo Salzano Vieira da Cunha de Poemas

Estão abertas as inscrições para o XXII Prêmio Paulo Salzano Vieira da Cunha de Poemas. Para participar do certame é necessário residir em Cachoeira do Sul. Cada escritor poderá concorrer enviando um único poema e, este deve ser inédito, nunca publicado em sites, redes sociais, revistas ou suplementos de jornais. Os poemas poderão conter no máximo 25 linhas e deverão ser enviados em arquivo de word, digitados em fonte 12. A temática é livre. O concurso divide-se em três categorias, infantil, dos sete aos 11 anos de idade, juvenil, dos 12 aos 17 e adulto, a partir de 18 anos. O recebimento dos trabalhos se estende até o dia 22 de junho sendo válidos os poemas que chegarem após este período, desde que postado nos Correios até a data mencionada. Os envelopes também podem ser deixados pessoalmente na recepção. Regulamento completo está disponível no site do JP ou podem ser retirados no Jornal do Povo. Pais incentivem seus filhos. Professores instiguem seus alunos. Poetas retirem seus escritos das gavetas. Vamos participar!

Por: Tiago Vargas

 

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Coração vazio

Tem poesia que nasce assim
De um simples trocar de palavras ...
Com a pessoa certa
Na hora certa ...
No dia certo
E no momento certo ...
Flor que perfumou meu dia
Lua que me fez sorrir
Estrela que vem brilhar
Na noite que mais precisei ...
Não darei nome à ela
Pois sabe por si própria
Que sempre morou
Dentro daquele vazio

Marcelo Batista

 

Vento nosso
Nas ruas da minha aldeia o vento dorme
às vezes ele envolve algum cão
em outras tantas não
quem sabe um bêbado caído
lá o vento vá como agasalho
pegando força na curva do rio
é o ofício do sopro da terra
quando entra às ruas da cidadela
que é só cicatriz na paisagem
ventania vira aragem
acaricia ou bate
e que assim seja
temos ao menos o vento.

Diogo de Souza Lindenmaier

 

Musa poetisa

Entre as sete notas da lira,
surge a musa poetisa,
sua voz é música
para os meus ouvidos.
ela e a única que usa vestido...
estampado de palavras,
combinando com suas rimas,
deusa desenhada, uma obra prima.
desce a escada em forma de poesia
a métrica é a medida
de cada fio dos seus cabelos.
A metáfora da vida
em seu sorriso verdadeiro.
Uma musa poetisa
seu olhar de "Monalisa''
persegue meu pensamento.
O mistério dos seus olhos
é um poema pintado a óleo.
Uma musa poetisa
na chuva ela improvisa
seus versos de tristeza
ilustrado pela sua beleza.

Cleiton Leal

 

Cores e palavras

Cada palavra uma cor
cada cor uma lembrança
o branco lembra paz
e o verde esperança

amarelo quando é sol
cinza quando é chuva
verde e amarelo futebol
roxo lembra uva

rosa cor da paixão
azul céu, mãe, nevoeiro
vermelho é inspiração
preto dor e desespero

cada palavra uma cor
cada cor uma lembrança
coisas multicoloridas
brincadeiras de criança.

João Vitor Santos da Costa

 

Naqueles tempos

Houve um tempo...
De se jogar conversa fora
Até altas horas.
A família reunida
Música, poesia
Aos infantes brincadeiras
Com os amigos.
Altos papos em botequim
Saraus poéticos
Anarquistas, socialistas
Invadindo o calor da noite.
Rompendo as primeiras
Horas da manhã.
Houve um tempo...
Em que se namorava a lua
por testemunhas as estrelas
Que brincavam de
Esconder se entre as nuvens.
E agora?!
Em que tempo vives
Assustado menino?
O medo que invade as ruas
Nasce desta fúria louca
Desta ferida exposta
Que sangra copiosamente.
A multidão faminta
Circula com sua
Máscara insana...
Nulo o abraço
O afeto
O verso.

Liane Korberg

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