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27/03/2019 - 09h46

Braulio Bessa

Bráulio Bessa Uchoa é poeta, cordelista e declamador; Nasceu Alto Santo, no Vale do Jaguaribe, Ceará em 1985 e ficou conhecido por resgatar a tradicional e histórica literatura de cordel em forma de livros e vídeos com declamações que já ultrapassaram os 200 milhões de visualizações na internet. Seu trabalho fortalece a identidade cultural nordestina ao manifestar contextos e traços regionais presentes no modo de pensar e viver de cada sertanejo. Poeta orgânico, de texto vivo, popular e autêntico. Seus versos abordam temas sensíveis e atuais, falam de amor, de fé, depressão, homofobia, racismo ... e de tudo que há de singelo, peculiar e verdadeiro na vida. “Quando a falta de esperança decidir lhe açoitar / Se tudo que for real for difícil suportar… / É hora do recomeço. Recomece a SONHAR”, diz um dos seus poemas. Inspirado na poesia de Patativa de Assaré, lançou em abril de 2017 "Poesia com Rapadura'', sua primeira publicação e, posteriormente em julho de 2018 '' Poesia que transforma''. O livro permaneceu por 18 semanas consecutivas na lista de mais vendidos no Brasil. Poeta sincero, de linguagem singular. Seu texto são orações do cotidiano enfeitado por palavras.

Por: Tiago Vargas

 

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Prazeres Simples
Uma carta escrita à mão
achar dinheiro no bolso
cochilo depois do almoço…
curtir um feriadão
ter bicho estimação
ser grato e compreender…
Um dia vamos morrer
e sentir na despedida
que as coisas simples da vida
nos dão forças pra viver.
Bráulio Bessa




Evolução e crescimento

Lembrar que cada graveto
de amor e de carinho
cada folha, cada galho
preparam o seu caminho
lhe deram sabedoria
pois já já será o dia
de fazer seu próprio ninho”
Bráulio Bessa




Poema

Não descobri o vento
Das novas estações.
Poderia desculpar erros,
Santas observações.
Queria multiplicar anexos.
Sem encontrar dias complexos. A vida retorna
Reencarnar.
Perdi meia dúzia de versos no transcorrer
Do caminho. Fugi do ninho.
Virei solitário.
Pintei várias paredes.
Falei em sonho com o Mário.
Aqui continuo a fazer rascunhos
Do meu imaginário.

Bedermino Betat Leite.

 

Transfiguração

Adoto palavras
que se hospedam em mim.
Quero confeccionar poemas
como medicamento
unguento verbal
que alivia existência
e toca a vida com todos os sentidos.

Zaira Cantarelli

 

Calmamente você chegou
Não prometeu nem muito esperava
Simplesmente chegou
Meu coração inquieto
Com dúvidas, como o seu
Simplesmente acalmou
Precisava esperar
Fazer o tempo passar
Conhecer melhor você
O tempo foi passando
Horas, semanas, meses
E nós nos aproximando
Cada vez mais
Calmamente você chegando
Devagar, com sinceridade
E nós nos apaixonando
Nós dois o amor descobrindo
Sempre querendo o tempo agarrar
A calma ainda se faz presente em nossos corações
Ficou no lugar das dúvidas
Que se foram com as inquietações
Temos sede de viver
De chegar ao outro dia
Quem sabe ele nos traga a paz da mais pura alegria
Ou quem sabe o silêncio inquiete o nosso coração
Nos fazendo saudade sentir
Trazendo vontade de gritar
Talvez...seja o que queremos
Ou muito mais que desejamos
Não responda, deixe estar
Só o tempo nos dirá.
Cristina Gomes

 

Férias numa escola antiga

Um vestido de noite
emite intrigantes sinais
calma
nos nichos profissionais
lê-se Lígia, Ernesto, Beatriz, Luís
Cheios e lacrados
largos são e mais, as escadas e os caminhos
o espelho caiu no piso
classes/cadeiras trocam confidências
silhuetas estranhas
filmes de suspense?
não há correntes nem uivos apavorantes
clarões bruxuleantes
simbiose de gente fantasmas rosé, branca ou tinta
misteriosos encontros
criaturas
risadas comedidas
livros comportados
as horas lentas
revelam o silêncio
dou outro lado, nem tanto.

Renate Schmidt

 

Hoje

Não há necessidade de pensamentos...
As palavras estão em desuso,
Substituídas, que foram por gestos, mímicas e meneios...
De oral restou apenas o sexo e o palavrão...

Madalena A. Medeiros Silva

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