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20/02/2019 - 10h43

Augusto Monterroso

Augusto Monterroso Bonilla foi um escritor hondurenho, naturalizada Guatemalteco. Fez sua carreira literário no México, onde passou a viver desde 1944, aos 23 anos de idade, por motivos políticos. Destacou-se por um estilo de escrita peculiar e pelo extraordinário poder de síntese narrativa. Sintática e semanticamente. A concisão, brevidade e a ironia são recorrentes e marcantes em sua obra literária. O dinossauro é um de seus trabalhos mais significativos e considerado o menor conto do mundo. No texto estão todas as estruturas de um micro conto ou micro relato; Espaço, narrador, tempo, personagem e ação. São apenas sete palavras, 143 letras, dois advérbios, dois verbos, um expressado no passado e outro remetendo a um desenvolvimento contínuo. O dinossauro é citado duas vezes, no título e no corpo do texto ressaltando sua importância num relato tão curto. A naturalidade de sua representação remete ao realismo mágico consagrado por Gabriel García Márquez em Cem anos de Solidão. Quanto a interpretação há várias possibilidades. A ausência de pronomes junto ao verbo aumenta a sensação de ambiguidade. Quem despertou?

Genial obra literária, de um mestre da literatura.

Por: Tiago Vargas



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Acasos.
Há casos que fazem a vida valer cada gemido.
É o alívio que faz a dor valer a pena!

Eleana Roloff

 

Intensidade

Me perdoa a intensidade
Eu tenho só essa vida
E não sei até quando

Vinícius Severo

 

Depressão

Ele não sabia o que era melhor, a atenção que recebia de todos quando estava em crise ou aqueles remédios que o deixavam tão feliz.

Ana Mello.

 

Surto Linguístico

Sofro de um surto linguístico, ou seja uma compulsão de escrever sem parar, faço comparações alterando o comportamento do texto, como se fosse um teste de sobrevivência lírica, digitando os dias vazios preencho as ilusões desta vida empírica, e antes da próxima palavra, a vírgula a viúva negra do silêncio pausadamente interrompe sete segundos de Vida. Quase morri, quando me atirei do precipício de um poema e agora estou entre frases embaralhas por milhões de significados, correndo por uma prosa sem saída tropecei nos escombros da escrita procurando a minha musa. Meus garranchos se agarraram em suas pernas de pétalas, minha fraqueza fragmentada em páginas de um destino sem roteiro. Palavras dos seus lábios perdidas nesta prosa formam um labirinto literário. Observo os códigos e gêneros, e percebo que somente um gênio consegue inventar um amor ingênuo, todavia o verdadeiro amor é uma camisa de força me impedindo de abraçar as outras, talvez isso seja um sonho subjetivo, a substituição da realidade ou insanidade manipulada pela beleza feminina. Então moça! Não tenha medo das minhas metáforas, uso o eufemismo para não ferir quem eu amo, não sou louco, sou poeta!

Cleiton Leal

 

Será melhor ontem

Depois de anos de vacas gordas o Reino começou a declinar. O medo se espalhou e as pessoas começaram a desesperar. Boatos se espalharam pelas aldeias. Os culpados foram escolhidos, acusados e condenados. Os velhos diziam que bom mesmo era antigamente. Calendários foram pendurados às paredes. As gentes aos poucos voltaram ao mundo rural. Os velhos diziam que antes ainda era melhor. Então todos começaram a vagar, nômades, caçando e coletando. As coisas não estavam fáceis e os velhos diziam que antes era melhor. Aos poucos homens, mulheres e crianças começaram a subir de volta para as árvores que sobraram. O amanhã já era ontem e não pareciam mais humanos.

Bagual Silvestris

 

Um encontro casual

Ela veio em minha direção;
Degote exagerado
Peitos formosos
Dava pra ver um pouquinho dos seus mamilos rosados
Ela sorriu e me abraçou
Constrangido lhe perguntei:
Posso falar com você olhando para seus peitos?
Ela sorriu
E o dia não teve fim.

Jorge Ritter

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