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05/12/2018 - 09h05

Maria Teresa Horta

Maria Teresa Horta nasceu em 20 de maio de 1937 em Lisboa, Portugal. É jornalista, escritora e poetisa. Uma das maiores do século XX lusitano. Fez sua estreia na poesia em 1960 com um livro chamado Espelho inicial. É autora de mais de duas dezenas de publicações, entre contos, poesias e romances, com destaque para Minhas Senhora de Mim, de 1971. Ícone do feminismo português, fundiu sua literatura a seu pensamento e convicção políticas. Escritora de texto arrebatador, de uma sensibilidade contundente, perturbadora. Ás vezes intimista. Além da temática amorosa, seus versos abordam o desejo erótico, a sexualidade e o prazer feminino. Premissa transgressora. Este ano foi convidada de honra para 16 ª Edição da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Aos 81 ainda produz de modo profuso e brilhante.

Por: Tiago Vargas

 

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Corpo
Sou voraz
não me apego
ao abrigo da alma
Sou o corpo
o incêndio
só o fogo
me acalma.
Maria Teresa Horta



Intervalo
No silêncio que guardo
quando partes
que escondes sob os
dedos
que se prende
que me deixa no corpo
este calor
da falta do teu corpo como sempre
Maria Teresa Horta




VÍTIMA DO DESEJO

Quanto tempo faz que eu não escrevo um poema?
Na beira do cais sou escrevo sem algemas.
Seu vestido lilás grudava em seu corpo
um instinto fugas me deixava louco.

Será que é tarde demais pra revelar os meus segredos?
Não olhe para atrás o tempo escapa entre dedos
O inferno astral atrai as almas gêmeas,
O bem e o mal traídos por uma fêmea.

O vento sempre traz o perfume dos seus cabelos
Eu nunca mais vi seus olhos negros
Que roubaram a minha paz ,como um presente de grego.
sou apenas um rapaz aprendendo com os erros.

Quanto tempo faz que eu não a vejo ?
não esquecerei jamais do sabor do seu beijo.
Sou uma vítima do meu próprio desejo
visita íntima amarrado em seus cabelos.

Cleiton Leal

 

Do que existe
As mentiras
Bebi goles amargos.
Desiludi.
Derrotada.
Desacreditei.
Amor verdadeiro,
Só o próprio.
Tatiane Linhares

 

Chora o céu

Cai mansa a chuva
Escorre na vidraça
Lenta e fria.
O céu chora meu lamento!
No coração, uma saudade,
Infiltra-se, mas não sai.
Não ouço o canto dos pássaros
Recolheram-se nos ninhos.
Encolhida também minh'alma
Dentro da nostalgia.
Só tua imagem agora...
Um sorriso largo,
Olhos que outrora
Me devoram.
Tua voz macia
Sussurrando palavras de amor.
Com o lamento do dia.
Me pergunto:
Será que voltarás?
Na incerteza da resposta
Vou escrevendo para ti
Minha poesia...

Enio Santos

 

TEMPO DE SAUDADE
O tempo deste amor acabou
Resta somente saudade
Lembranças do que passou
Momentos que mais parecem
Segundos da eternidade.
Este amor foi como o vento
Forte e passageiro
Estraçalhou meu coração.
Foi chuva fina de verão
Carícia leve sem igual
Foi sonho bom, foi pesadelo
Agora é ausência total.
Teus beijos, não pude guardar
Naquele frasco de perfume
Se ficassem sempre a mão
Quem sabe eu conseguisse
Apaziguar esta saudade
Que vive colada em mim.
Neicla Bernardes

 

Poeta, sim

Poeta, por que desanimaste?
Vibra com as emoções
Que se amotinam no teu coração.
Não divagues,
Corta os fios de amargura,
Eles prendem a ilusão.tu és poeta,
As palavras suplicam liberdade.
Permite que elas flutuem
E tomem seu rumo.
Livra-as das amarras da angústia
Com a tua pena mágica.
Transforma-as em borboletas,
E elas virão, uma a uma,
Dançar na folha em branco
E formar versos inebriados de ternura

Mardilê Friedirch Fabre

 

Pornoema

Do teu beijo
A saliva doce e quente
Que me acelera o dia.
Ruína da minha pornografia,
Taquicardia,
Tomografia do coração
E da ereção
Que não cabe na poesia.

Mauro Ulrich

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