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14/11/2018 - 09h04

Mário de Sá Carneiro

Mário de Sá Carneiro nasceu em Lisboa, no dia 19 de maio de 1890. Foi considerado ao lado de Fernando Pessoa, um dos maiores escritores da literatura portuguesa e um dos expoentes do modernismo no país lusitano. Entre os anos de 1912 e 1916 compôs a maior parte de sua obra literária deixando uma inestimável e valorosa contribuição por meios de livros como, Princípio (novelas - 1912), Memórias de Paris (coletânea de memórias - 1913), A Confissão de Lúcio (romance - 1914), Dispersão (poesia – 1914) e o último publicado em vida, Céu em Fogo (novelas – 1915), além das correspondências trocadas com Pessoa, postumamente organizadas e publicadas em dois volumes em 1958 e 1959. Em sua poesia destacou-se uma peculiar ironia autosarcástica . A melancolia e o descontentamento também foram temas recorrentes em sua escrita. Mário de Sá-Carneiro suicidou-se no Hotel de Nice, em Paris, no dia 26 de abril de 1916.

Por: Tiago Vargas

 

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Morte, que mistérios encerras?...
Ninguém o sabe...
Todos o podem saber...
Basta ir ao teu encontro,
corajosa,
resolutamente,
que nenhum mistério existirá já!

Mário de Sá-Carneiro

 


 

Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.
[...]

Como se chora um amante,
Assim me choro a mim mesmo:
Eu fui amante inconstante
Que se traiu a si mesmo

Mário de Sá-Carneiro

 


SONHADORA

Hoje acordei sonhadora

De sonhos coletivos

Não quero coisas pequenas

Quero coisas doces

Palavras adjetivos

Quero substantivos sublinhados

Na vida de cada um

Quero livros com páginas marcadas

De canetinhas, lápis, desenhos ou chocolate

Sonhos doces de baunilha

No café de manhã de todos

Hoje eu acordei sonhadora

De sonhos coletivos

Pra todos nós!

Mara Garin

 

Nós elegemos estereótipos
e ficamos surpresos
em descobrir políticos
que "perdem" o decoro.

Júlia Effell

 

LENITIVO

Não sei lidar com a dor do corpo. Com a dor física. Com a dor que me machuca. Com a dor que me parte os ossos. Com a dor que me rasga a carne. Com a dor da queimadura com a ponta do cigarro. Com a dor do corte da navalha que me fere o rosto.
Não sei lidar com a dor da agulha que me fura o braço. Com a dor no peito que anuncia o infarto. Com a dor do aperto no calo do pé. Com a dor nas costas que me faz rastejar. Com a dor de romper o hímen. Com a dor no membro que foi amputado.
Não sei lidar com a dor nas têmporas após o porre. Com a dor no dente cariado. Com a dor no olho após o soco. Com a dor da unha encravada. Com a dor do chute no saco. Com a dor no apêndice. Com a dor do parto a que fui parido.
Não sei lidar com a dor da bala que me atravessa o crânio. Com a dor de ser esmagado pelo carro que me atropela. Com a dor da bursite no ombro esquerdo. Com a dor da gripe que me derruba. Com a dor do câncer que me corrói os pulmões.
Sei lidar com a dor na alma. Com a dor abstrata. Com a dor inventada. Com a dor imaginada. Com a dor especulada. Com a dor sofrida. Com a dor idealizada. Com a dor somatizada. Com a dor fantasiada. Com a dor simplesmente doída.
Porque aquela dor me deixa marcas no corpo, me deixa cicatrizes, enquanto esta me deixa apenas versos...

Auber Lopes de Almeida Filho

 

Que bom
Hoje é sábado
de manjar nababesco
Do versejar
Das Marias Maras e Zairas
Léos Julias Cleitons e Jorges
Evanirs Lianes e Eleanas
Morenas Cecílias e Manas
Césars Baguals Giseles e Tatianas
Jefersons Diegos Joãos e Marianas
Gabrielas Ruths Magalis e Magales
Iuris Marions Felixs Kleibers e Rosanas
Priscilas Aubers
Neíclas Criss e Tiagos
no meu sempre
sim à vida

jorgerosa

*homenagem a Coluna Literária JP*

(já me retratando com os "esquecidos" importantes também)

 

PÉTALAS DE SUTIÃS

Sutiãs são pétalas
das rosas de outubro
sutileza mais bela ,
deixam marcas
nas costas delas.
Subitamente trilham
estradas na pele,
por onde caminham
as mãos da prevenção.
As flores de Afrodite
na primavera das manhãs
a esperança ainda existe.
Nos seios da mãe natureza
as formigas são malignas.
Mulheres guerreiras
com armaduras de sutiãs
na batalha das roseiras
possuem a força de titãs.

CLEITON LEAL

 

Tome seu rumo

Eu achei seu nome em meus escritos
entre "adeus'' e ''finalmente''
estou ocupado demais para te dar atenção
tenho coisas demais para salvara na manhã
uma luta marcada pra três da tarde e ver algo lindo à noite
copos de chá com um amargor tão bom que derrete minha existência
estou treinando como apertar a mão de titãs
pois até gigantes precisam de levantar a cabeça para algo
criei uma confiança tão bem fundada que aguenta a pressão
de todas as chuvas e ventos que virão
que me carregará não importa quantas vezes
meu tendão de Aquiles seja cortado
estou bem acompanhado
nunca estive tão bem
então tome seu rumo.

Douglas Moraes

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