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07/11/2018 - 09h35

Bruna Beber - a poética do instante

Bruna Beber Franco Alexandrino de Lima nasceu em Duque de Caxias, Rio de Janeiro no dia 5 de março de 1984 e é uma poetisa, tradutora e escritora brasileira contemporânea. Colaborou, durante os anos 2000, com diversos sites e revistas impressas de literatura, poesia, música e Internet. Publicou, em setembro de 2006, seu livro de estréia, A fila sem fim dos demônios descontentes. Suas outras publicações são balés(2009), radapés & apupos (2012), Rua da Padaria (2013) e Ladainha (2017). Também é autora de um livro infantil chamado Zebrosinha (2013). Seus poemas já foram publicados em antologias e sites na Alemanha, Argentina, Espanha, Itália, México e Portugal. Aliado à literatura, realiza um excepcional trabalho em artes visuais, tendo participado de diversas exposições. Na escrita é fã de Angélica de Freitas e Marcelino Freire. Caracteriza-se por uma poesia madura e estilo rítmico agudo de composição (consoantes como tambores, vogais como silvos). Vocabulário preciso. Exato. Coloquial. Suas observações transitam persuasivas no intervalo entre o real e o imaginário. O mágico como trivial. O simples como extraordinário. Sem floreio. A poesia como salvação. Comunhão.
Boa leitura e bom divertimento...

Por: Tiago Vargas

 

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Poder é perigo
e hoje acordei
rindo

Dom é tom
e hoje acordei
rindo

Querer é criatura
e hoje acordei
rindo

Na cara a boca
na pia o prato
sujos de feijão.

Bruna Beber



 

Um fio

Neste universo
de folhas breves
perco palavras
encontro apelos
cartas, lembretes
maus pensamentos
dores, rumores
encontro mortos os desatinos
da juventude.

São folhas vagas
como surpresas
presas apenas
num fio de estrelas.

Cecilia Kemel

 

Me aperta no peito
No ônibus
Na rua
E no leito
Suga me o fôlego
Como partida
Busco forças em teus braços
No teu abraço
de sim à vida.

jorgerosa

 

"O amor é chuva fininha que
transborda os rios".
Grifo meu: Eu diria que o amor é feito
chuva:
Pingos de eu me importo, eu cuido e
enxurrada de estou aqui...
Quando a estiagem é longa o solo do
coração fica estéril. Sendo a hora de
plantar semente nova, para que o
jardim do coração volte a ser
primavera.

Enio Santos

 

...E CALO
A noite desmaia,
sem compromisso,
sem pressa,
sem volta.
O espaço é farto,
quando mergulho na solidão
tão grande quanto minha liberdade,
minha emoção.
Sobro nessa solidão,
mas em ti falto,
quando escuto o som do passado.
E calo...calo,
quando tento gritar teu nome,
cada vez mais alto.

Maria Clara da Costa

 

Quando o coração respira
Retenho pensamentos absolutos...
Semeio sonhos com as mãos...
Para fazer brotar poesias.
Melissa Carla Streck Bundt

 

OBSERVÂNCIA

Leio nos silêncios
o olhar alheio e demorado
as dores escondidas
o desconsolo infértil
as orfandades
o sentir solitário

... mergulho no mistério
dos significados
deste complexo mundo.

Zaira Cantarelli

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