Grupo Vieira da Cunha

Parcialmente nublado

Tempo hoje

Min 15 / Max 19 +mais
19/04/2019 - 10h32

Confiança em si mesmo

Best-seller em todo o mundo e também no Brasil, “O velho e o mar” (Editora Bertrand Brasil, 120 páginas, R$ 44,90) conta a história de um pescador que, depois de 84 dias sem apanhar um só peixe, acaba fisgando um de tamanho descomunal, que lhe oferece inusitada resistência e contra cuja força tem de opor a de seus braços, a de seu corpo, e, mais do que tudo, a de seu espírito.

Trata-se de uma obra imortal, um dos mais belos livros da literatura contemporânea, escrito por Ernest Hemingway, que descreveu como ninguém a luta de um homem que não se esmorece diante dos embates e das vicissitudes da vida. É uma mensagem de confiança na grandeza intrínseca do homem, que, em seus sonhos e pensamentos, luta pela sobrevivência.

Santiago, o velho pescador, é considerado um azarento da pior espécie. O menino que o ajudava foi forçado pelos pais a trocar de barco. Mas Santiago tem têmpera, acredita em si mesmo, e parte sozinho para o mar alto, munido da certeza de que, desta vez, será bem-sucedido em seu trabalho.

Publicidade




Lançado em 1952, este é o livro mais popular de Hemingway. Em 1954, quando o escritor ganhou o Nobel de Literatura, “O velho e o mar” foi explicitamente mencionado como uma justificativa para o prêmio, sendo considerado uma obra-prima da prosa moderna. Nascido em 1899, ele começou a escrever aos 18 anos para um jornal. Quando os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial, alistou-se como voluntário, tornando-se motorista de ambulância. Ao voltar para os Estados Unidos, trabalhou como repórter para jornais americanos e canadenses, e depois retornou para a Europa.

Apesar de toda a mensagem de força contida no livro, Hemingway suicidou-se em 1961 e até hoje sua morte é um dos assuntos polêmicos em relação à sua biografia. O tema suicídio aparece em escritos, cartas e conversas com muita frequência. Seu pai suicidou-se em 1929 por problemas de saúde e financeiros e sua mãe, dona de casa e professora de canto, enviou-lhe pelo correio a pistola com a qual o seu pai havia se matado. O escritor, atônito, não sabia se ela queria que ele repetisse o ato ou guardasse a arma como lembrança. Na manhã de dois de julho de 1961, aos 61 anos, disparou contra si mesmo e encontra-se sepultado em Ketchum, Idaho, Estados Unidos.

 

Trecho:

“Mas era de fato gigantesco e, quando acabou de descrever o círculo, veio à superfície apenas a uns trinta metros do barco, e o velho Santiago viu a enorme cauda completamente fora d’água. Era mais comprida do que a lâmina de uma grande foice e adquirira um tom violeta sobre o mar azul-escuro. Agitava-se violentamente e, quando o peixe começou a nadar quase à tona, o velho examinou-lhe o volumoso corpo e as manchas purpúreas na pele. Trazia a barbatana dorsal fechada, mas as peitorais estavam completamente abertas, agitando a água compulsivamente em movimentos desordenados.”

(página 89)

 

PULGA COM COCEIRA?

”Pula, pulga” (Escrita Fina, 24 páginas, R$ 29,80), dos escritores Andrea Vivian Taubman e Marcelo Pellegrino, conta a história de Paula, uma pulga sapeca, “de coceira repleta.” Com ilustrações de Camila Carrossine, a obra infantil traz personagens como Plínio, um cachorrinho, e Vó Berna, que coça com a agulha de tricô.


MEDO DE PALHAÇO

”Nina tem medo de palhaço” (Editora Kapulana, 24 páginas, R$ 32,90), de Walter de Souza, com ilustrações de Mariana Fujisawa. Homenageando a palhaça brasileira Gabi Winter, o autor conta uma história sobre o medo. Nina é uma menina corajosa e não tem medo. Aliás, só tem medo de palhaço. Até que conhece Jurubeba.

 

Leituras:

“E com certeza
nos desvãos do meu caminho
em hora alguma
ou em algum recanto
te verei
e um frio me estremecerá
o corpo inteiro
e me perguntarei dorida
que laços me prenderam
que forças
me impediram de te buscar
ao menos com o olhar
e então afundarei
na mágoa
e a memória
me estrangulará.”

(Ely Costa Marciniak, em “Sufoco” página 50, “Poetas do Vale III,” lançado em 1988).

 

Rodapé:

”Caixa de Pássaros”, de autoria de Josh Malermann, lançado em 2015, vendeu em torno de 200 mil exemplares no Brasil e virou um fenômeno ao ganhar adaptação para a Netflix, com Sandra Bullock. Vem aí a sequência do livro, com pré-lançamento para outubro. “Caixa de Pássaros” conta a história de um mundo infestado por misteriosas criaturas e, em um surto inexplicável, todos que olham para elas se suicidam. Para sobreviver, Malorie e os dois filhos pequenos tentam fugir remando por dias em um rio perigoso de olhos vendados.

 

Destaques:

TUIATÃ

Autora: Hilda Simões Lopes 

O livro conta a trajetória secular de uma dinastia, tendo por cenário a história do Brasil e do Rio Grande do Sul, com foco em guerras, revoluções, fugas, paixões, festas, homens corajosos e mulheres fortes atravessando gerações. Natural de Pelotas, RS, a autora é advogada e socióloga, com oito livros publicados. Ganhou o prêmio Açorianos com o romance “A superfície das águas” e foi finalista no mesmo prêmio com as crônicas “Cuba: Casa de Boleros”.

Editora Libretos. 558 páginas. R$ 79,90. 

O JEITO QUE ME OLHA

Autora: Bella Andre 

Autora best-seller do The New York Times, com mais de 3,5 milhões de exemplares vendidos, Belle Andre é conhecida pelas histórias sensuais. Seus livros foram traduzidos para nove línguas e, neste, conta a história de Rafe Sullivan, detetive especializado em casos de infidelidade, que perdeu a fé nas relações humanas. Ao sair para descansar e esfriar a cabeça, reencontra Brooke Jansen, que, de garotinha doce e inocente, transformou-se em uma mulher de beleza incomum e nenhum dos dois consegue ignorar o clima de sedução que surge.

Editora Novo Conceito. 270 páginas. R$ 39,90.     


(Com a colaboração de Viveiro Cultural)

  • amigo

É preciso estar logado para deixar o seu comentário. Clique aqui para fazer seu login.

Comentários (0)

  • Nenhum comentário para o conteúdo.

Postagens mais recentes de Blog dos Livros

mais postagens de Blog dos Livros

JP no Facebook