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10/08/2018 - 09h08

O mestre do realismo mágico

Gabriel Garcia Marquez nasceu em 1928, portanto há noventa anos, na aldeia de Aracataca, imediações de Barranquilla, Colômbia. Ele é considerado o mestre do realismo mágico latino-americano e recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1982, sendo autor de alguns dos maiores romances do século XX.

Entre suas obras mais conhecidas estão “Ninguém escreve ao coronel” (1958), “O outono do patriarca” (1975), “Crônica de uma morte anunciada” (1981), “O amor nos tempos do cólera” (1986) e “Memórias de minhas putas tristes” (2005).

Em abril de 2009 anunciou que havia se aposentado e que não pretendia escrever mais livros, o que foi confirmado pelo seu irmão, Jaime Marquez, em 2012, ao revelar que Gabriel estava com demência e havia perdido a memória. Morreu em 17 de abril de 2014, vítima de uma pneumonia, pouco mais de um mês após completar 87 anos.

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Talvez o livro mais famoso de Garcia Marquez tenha sido “Cem anos de solidão” (Editora Record, 447 páginas, R$ 69,90), que causou enorme impacto quando foi lançado, em uma época em que o continente latino-americano estava pontilhado de ditaduras. Em uma narrativa quase mítica, esta obra-prima da literatura universal evoca nos leitores uma liberdade imemorial em meio à opressão e impotência.

O livro é definido como a mais pura história do povo latino-americano e acontece em um vilarejo chamado Macondo, contando a saga dos Buendía, cujo patriarca, Aureliano, fez trinta e duas guerras civis, e perdeu todas. A história inicia com uma frase antológica: “Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer a fábrica de gelo.”

“Cem anos de solidão” é considerada a segunda obra mais importante de toda a literatura hispânica, ficando apenas atrás de “Dom Quixote de la Mancha.” Já foram vendidos cerca de 50 milhões de exemplares nos 35 idiomas em que foram traduzidos.

 

Trecho:

“Os tiros de fuzil afogaram o esplendor dos fogos de artifício, e os gritos de terror anularam a música, e o júbilo foi aniquilado pelo pânico. Muitos anos depois, continuava-se a afirmar que a guarda real da soberana intrusa era um esquadrão do exército regular, que debaixo de suas ricas fantasias de moura escondia fuzis regulamentares. O governo rejeitou a acusação num boletim extraordinário e prometeu uma investigação radical do sangrento episódio. Mas nunca se soube a verdade, e prevaleceu para sempre a versão de que a guarda real, sem provocação de espécie alguma, tomou posição de combate obedecendo a um sinal do comandante e disparou sem piedade contra a multidão. Quando se restabeleceu a calma não restava no povoado um único falso beduíno, e ficaram estendidos na praça, entre mortos e feridos, nove palhaços, quatro colombinas, dezesseis reis de copas, um diabo, três músicos, dois pares da França e três imperatrizes japonesas.”

(página 239)

 

MAIS VENDIDOS I

A lista dos mais vendidos do mês de julho não traz nenhuma novidade em relação aos primeiros colocados, segundo levantamento da revista virtual PublishNews, em pesquisas feitas em todo o país. “As aventuras na Netoland com Luccas Neto”, de Lucas Neto, permanece em primeiro, desta vez caindo para 41.040 exemplares vendidos. A queda continua mas ainda os números são expressivos: em abril, foram 70.420 exemplares, maio, 60.559, e junho, 46.506. O segundo colocado, “A sutil arte de ligar o foda-se”, também vem caindo, mas mantém a posição.

 

MAIS VENDIDOS II

É a seguinte a lista dos dez mais vendidos de julho de 2018:

1º. “As aventuras na Netoland com Luccas Neto” 41.040
(Luccas Neto)

2º. “A sutil arte de ligar o foda-se” 33.260
(Mark Manson)

3º. “O milagre do amanhã” 18.864
(Hal Elrod)

4º. “Combate espiritual” 17.428
(Padre Reginaldo Manzzotti)

5º. “Seja foda!” 14.746
(Caio Carneiro)

6º. “Me poupe!” 12.520
(Nathalia Arcuri)

7º. “O poder da autorresponsabilidade” 11.986
(Paulo Vieira)

8º. “Felipe Neto –a vida por trás das câmeras” 11.252
(Felipe Neto)

9º. “O poder da ação” 10.488
(Paulo Vieira)

10º. “Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente” 9.858
(Igor Pires da Silva/Gabriela Barreira)

 

AOS 60 ANOS

Ela é a “rainha do pop” e ao longo de quase 40 anos de carreira colecionou inúmeros sucessos e se tornou uma das mulheres mais admiradas da indústria da música. Celebrando os 60 anos de vida da cantora, a escritora Lucy O’Brien acaba de lançar “Madonna 60” (Agir/Ediouro, 552 páginas, R$ 69,90), uma das mais completas biografias já feitas sobre a artista. A obra revela tudo o que esteve por trás de seus sucessos, os segredos de sua vida pessoal e a verdade sobre muitas controvérsias que existem sobre a cantora.



Leituras:

“Quando imigrei há 60 anos com meus pais Josef e
Karolina Preussler, era uma adolescente de 12 anos, e ainda consigo lembrar-me dos primeiros acontecimentos em Linha Cecília.
Em 1904, na gestão do intendente Thomaz Pereira foi
aberta a estrada de ligação à vizinha Picada Lenz, encurtando nosso acesso à vila por cerca de meia hora. Como nossa velha estrada sobre o morro se tornava quase intransitável, o subintendente Fritz Lemen mandou demarcar em 1919 uma nova estrada para Linha Brasil, executada gratuitamente pelos moradores usuários.”

(Josef Umann, em “Memórias de um imigrante boêmio”, página 99, lançado em 1980, contando histórias sobre imigrantes na região onde atualmente se situa o município de Venâncio Aires).

 

Rodapé:

Neste sábado, 11 de agosto, haverá um workshop sobre escrita criativa, tendo por local a Fisk (Rua Marechal Floriano, 180, em Cachoeira do Sul), que promove o evento. O minicurso será mediado pela escritora Luíza Prates Fagundes, autora do livro “A casa 900”, lançado pela Editora Catarse este ano. O ingresso para o workshop é um quilo de alimento não perecível, que será revertido para o projeto cachoeirense Marmita Solidária. Luíza dará dicas de como escrever uma narrativa literária e contará a sua experiência desde o surgimento da ideia de uma história até a publicação da obra.

 

Destaques:

MEU CARO ANÚNCIO

Autor: Pedro Victor de Senna 

Este livro conta, de forma leve e descontraída, o que os publicitários fazem dentro de uma agência de publicidade. São experiências que mostram que há bastante trabalho, muita criatividade e muito estudo por trás de qualquer anúncio nos meios de comunicação. O autor é professor de Criação e Redação Publicitária e sócio-diretor da RBM & Associados. É também consultor em campanhas eleitorais.

Editora Saraiva. 127 páginas. R$ 37,00.


A ASSOMBRAÇÃO DA CASA DA COLINA

Autora: Shirley Jackson 

Considerada a rainha do terror por mestres como Stephen King e Neil Gaimann, Shirley Jackson criou uma obra perturbadora sobre a relação entre a loucura e o sobrenatural. A história começa quando Eleanor fica encantada ao receber uma carta convidando-a para passar um tempo na Casa da Colina, um lugar conhecido por suas manifestações fantasmagóricas. 

Editora Schwartz. 235 páginas. R$ 49,90.


(Com a colaboração de Viveiro Cultural)

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