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Bom Dia, Leitor

O JP do futuro
Os 72 anos do JP incentivaram uma série de atividades comemorativas, mas ainda suscitou um balanço interno nos objetivos da empresa. O futuro do jornal foi traçado nos anos 80, quando completava 60 anos de circulação ininterrupta em Cachoeira do Sul e região. Eram três fatores principais: a circulação, o aperfeiçoamento gráfico e mais qualidade de produção.
O JP passou de trissemanário para jornal diário, vindo a se constituir no oitavo jornal do interior do Rio Grande do Sul, circulando em um mercado que é o 40º arrecadador de ICMS do estado. Em 1998, o JP incluiu a edição de segunda-feira, seguindo uma tendência dos jornais brasileiros de médio porte. Em 10 anos, o JP assumiu o tamanho tablóide, levando cor para a capa (inicialmente aos finais de semana e atualmente em todas as edições) e renovou seu parque gráfico, tornando-se pólo impressor para 10 jornais do estado.
A nova tecnologia permitiu o barateamento da assinatura e a popularização do jornal nos bairros. Por fim, em 1999 conseguiu a implantação plena na empresa das ferramentas necessárias a preparar a empresa para o crescimento no futuro. Esta adoção tem obtido resultados já no presente, tanto que em 99 o JP recebeu a medalha de bronze do Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade. Em 2000, foi a vez do troféu de bronze, e em 2001, troféu de prata.

jp@jornaldopovo.com.br

As exportações de milho
Pela primeira vez nos últimos 17 anos, o volume de milho exportado pelo Brasil irá superar este ano o importado, segundo a Emater. Até a segunda quinzena de junho, haviam sido exportados 2,5 milhões de toneladas, com a previsão de superar os três milhões de toneladas, representando receita de 300 milhões de dólares, contra uma estimativa de importação de 400 mil toneladas, basicamente pelas agroindústrias do Nordeste, para as quais fica mais barato trazer o produto por navio da Argentina do que das regiões produtoras do Centro-oeste brasileiro. No ano passado, as compras de milho no exterior somaram 1,7 milhão de toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. O bom desempenho das exportações de milho, neste ano, é atribuído principalmente ao aumento da produção nacional, à desvalorização do real, à qualidade do milho produzido e ao aumento da rejeição ao cereal transgênico pelos principais consumidores.

Menor redução de área
Os baixos preços oferecidos aos produtores este ano no mercado interno (R$ 8,11 o saco de 60 quilos na semana passada) projetam uma redução da área de plantio para a próxima safra, que começa a ser preparada, com a reserva de sementes e compra de insumos. Mesmo a pequena reação das últimas semanas não foi suficiente para modificar por enquanto essa tendência. No entanto, segundo a Emater, a redução esperada é menor do que a divulgada pelos meios de comunicação nas últimas semanas.

A velocidade é negócio
Seis segundos hoje já é tempo demais para quem tem que dar meia volta ao mundo para realizar negócios na Bolsa de Chicago, porque em seis segundos tudo pode mudar, tal é a velocidade das transações. É o mesmo que 15 minutos ou meia hora, segundo o experimentado corretor de cereais, Antônio Sartori, da Brasoja, vice-presidente também da Federasul, que intermedeia mais de um milhão de toneladas de soja por ano. Por isso, ele tem uma linha direta para Chicago.

Good Card vai à saúde
Especializado na gestão de recursos humanos e depois de seu sucesso no setor de supermercados e controle de frotas das empresas, o cartão Good Card, de São Leopoldo, começa a entrar também na área da saúde. Ele foi apresentado a 70 cooperativas médicas, reunidas neste fim de semana em Águas de Lindóia (SP), pela Unimed de Campinas. Baseado no conceito PBM (Pharmacy Benefit Management), o cartão ajuda a reduzir os custos operacionais dos planos de saúde e do índice de internações médicas. Com tudo isso, a direção do cartão projeta terminar o ano com mais de 400 mil usuários.

Como costurar calçados
Centro Tecnológico do Couro, Calçados e Afins estará mostrando, a partir de amanhã até quinta-feira, em sua sede de NH, o módulo de preparação e costura do projeto Passo a Passo. A exposição estará aberta, sem custos, a profissionais de todos os segmentos do setor coureiro-calçadista que queiram conhecer um módulo de costura montado para usar toda a tecnologia disponível hoje, sempre a partir das 18h. Em paralelo, será desenvolvida uma programação de palestras.

aritter@ez-poa.com.br


Crônica

Lagrimar é preciso!
A lágrima é o sentimento materializado em gotas. Chorar é banhar a alma, lavar o espírito. Exclusivamente humano, deitar lágrimas é um ato de caridade para com o próprio corpo, organismo vivo e psíquico que nos cerca a vida inteira e que anseia por se expressar.
A dificuldade de chorar pode se instalar por conta da vergonha de se mostrar, causada possivelmente pela postura parental, do tipo que não tolera uma gotícula sequer de lágrima nos olhos de um filho (principalmente no caso masculino), chegando ao ponto de recriminá-lo.
Desnudar o lado mais frágil, ferido e carcomido pelos acontecimentos da vida não é fácil. Deixar o orgulho de lado e entregar-se humildemente à pena que sentimos de nós mesmos, vez por outra, é uma atitude que exige coragem, principalmente se for diante de uma outra pessoa.
Quando a coragem de chorar não vem, a tristeza não desaparece. Simplesmente é dado a ela outro rumo que não o das lágrimas. A tristeza se instala em forma de angústia no próprio ser que lhe negou passagem, tendo que, por isso, dar-lhe a hospedagem por tempo indeterminado.
Na verdade, o que acontece é que o sentimento que provoca dor, quando reprimido, vai direto para o inconsciente, ficando na consciência apenas o fato em si, ou seja, a pessoa sabe que passou por algum problema, fala dele, mas não permite que a emoção apareça. São estas as pessoas consideradas fortes pelos outros que as vêem agir assim. É como se a emoção ligada à idéia dolorosa fosse dela separada, ficando uma num canto e outra noutro, ao invés de seguirem juntas pelos dutos lacrimais.
Caso a pessoa não tenha a sorte de um dia poder dar adeus à tristeza, ela continuará no corpo e no espírito, gastando as energias para manter-se calada. Sim, porque ela fica se debatendo e, enquanto não conseguir sair, tentará de todas as maneiras que há. Enquanto isso, a concentração para as outras coisas diminui.
Embora eu não seja contra medicação para aqueles que realmente precisam, chorar traz um alívio natural e imediato!
Todo mundo sabe que é bom chorar, dá para sentir o alívio de um calmante logo depois de uma boa sessão de lágrimas multiplicadas. E nós devemos aprender a respeitar o ser que chora, tanto em nós mesmos como em outrem. Trata-se de um exercício que deve ser cultivado. Como uma planta que precisa de água para viver, o nosso psiquismo precisa das lágrimas para se refazer dos sustos da vida (foi comprovado que a lágrima contém substâncias estressantes que são eliminadas através do choro).
Pois bem, então eu pergunto: por que tanta gente neste mundo, quando se depara com alguém que chora, vai logo dizendo “não chora!”, simplesmente porque é difícil - mas não impossível - lidar com a situação de pesar, seja nossa, seja vossa? Não é preciso dizer uma palavra nem ficar extremamente penalizado com o choro de quem queremos bem, basta que se faça aquele silêncio amigo e companheiro, respeitador da necessidades do outro.
Mesmo que levemente engraçada, e não é à toa, achei muito bonita a frase de Nelson Rodrigues, que diz: “Muitas vezes já tive ânsia de sentar no meio-fio e chorar lágrimas de esguicho”.

Dóris Abreu Valença - Psicóloga e professora da Escola Profissional de Saúde


Do leitor

PIQ
Gostaria de parabenizar os cachoeirenses que criaram a nova página da cidade, muito bonita, organizada e criativa! Fico muito feliz em poder saber das notícias da minha terrinha com tal rapidez e organização...
Taciana Nunes Casarotto
São Paulo (SP)
tacinunes@yahoo.com.br

SUS
Na semana passada meu filho foi ao plantão de saúde, pois não se sentia bem. A médica o mandou ao cardiologista. Fila de madrugada para conseguir a ficha. O médico pediu um eletrocardiograma. Somente no dia 29 para agendar, se conseguir, e mais um mês para fazer o exame. Eu fiz uma cirurgia de aneurisma cerebral em Porto Alegre e preciso de um neurologista para acompanhamento. Ou eu pago ou sigo o roteiro acima. Quantos já morreram esperando um especialista ou o exame? Isso é mudar?
Mari Michel

Festas juninas
Declaro minha reprovação à maneira pela qual está sendo conduzida a cultura gaúcha. Caracterizar crianças de caipira é expô-las ao ridículo, muito comum por ocasião das festas juninas. Outro aspecto a lamentar é que isto acontece em escolas, onde se deveria dar maior valor à figura do gaúcho. Também não sei a justificativa para tal preferência, pois, comparando, o gauchismo apresenta-se mais autêntico e cultural. Tenho consciência de que a responsabilidade disso é da mídia.
Elizeu Roos da Silva
Professor

Defensoria Pública
A edição de 15 de maio do Jornal do Povo, em coluna assinada, traz comentários a respeito da Defensoria Pública que, por revelarem grave desinformação e injusta acusação de seu autor, estão a exigir pronto reparo - a fim de que não mais se confunda a opinião pública cachoeirense a respeito do assunto. Não é verdadeira a afirmação, feita a propósito da falta de defensores públicos no estado, de que “...a Defensoria não cumpre sua parte...”. Tivesse o articulista ao menos lido o prestigioso periódico em que escreve, e saberia, conforme matérias ali veiculadas, inclusive artigo do signatário, que o atual Governo Estadual, ao contrário do anterior, já no primeiro ano de sua gestão, determinou a abertura de concurso público, destinado a prover a quase 100 vagas abertas pelas aposentadorias de defensores públicos que atuavam no Estado - inclusive em Cachoeira do Sul - precipitadas pelas desastradas reformas previdenciária e administrativa. Saberia, também, que realizado o concurso, em que foram selecionados de um universo inicial de aproximadamente 5.000 advogados, mais de 200 candidatos aprovados já foram nomeados e empossados 35 novos defensores públicos, que estão desde o final do ano passado em efetivo exercício - atuando nas principais comarcas do interior e da região metropolitana. Uma delas, inclusive, foi recentemente designada para atuar nesta cidade desde 4 de junho último, conforme também foi noticiado com bastante destaque por este prestigioso jornal.
Cabe referir ainda que o processo de nomeações dos novos agentes está longe de ter encerrado, pois existem ainda 60 vagas por prover, sempre nas principais cidades do estado - entre as quais se inclui, por certo, Cachoeira do Sul -, que serão contempladas paulatinamente, à medida em que as disponibilidades financeiras do Tesouro o forem permitindo. O plano de nomeações está, pois, sendo executado, e isso comprova que - ao contrário do que ocorreu com a administração anterior, em que as aposentadorias ocorreram e não foi feito concurso, sem que isso fosse objeto de crítica, como a que ora é feita injustamente - a Defensoria tem sim, feito sua parte.
Também merece correção o comentário tecido, na mesma edição, a respeito de suposto “corporativismo nocivo” que estaria impedindo o governador do Estado em remunerar os advogados que prestam assistência judiciária nas comarcas ainda desatendidas pela Defensoria Pública. Revela-se, no particular, mais uma vez ignorância ou má-fé: como também foi profusamente noticiado na imprensa, local e estadual, esta instituição participou, por determinação do chefe do Executivo, de comissão especial com representantes da OAB, dentre eles ilustre advogado cachoeirense, que resultou em proposta de anteprojeto de lei destinado a regulamentar a remuneração daqueles profissionais - sem qualquer forma de credenciamento ou delegação das tarefas típicas de defensor público, o que seria inconstitucional e inconveniente, apesar de ter sido adotado, com maus resultados, em outros estados. No mês passado, em nova reunião com o governador do Estado, a direção estadual da OAB apresentou as duas propostas - aquela elaborada pela comissão e outra, com a qual, não por “corporativismo nocivo”, mas por ser, repita-se, inconstitucional e inoportuna, a Defensoria Pública sempre rejeitou e continuará rejeitando. A pretexto de solucionar um problema - o de remunerar advogados que prestam em caráter complementar e subsidiário assistência judiciária aos necessitados (o que é dever ético previsto em seu estatuto) - não serão reeditadas, neste estado, que preza o respeito aos princípios da moralidade, da legalidade e da impessoalidade na administração pública, experiências que, em outros estados, já estão sendo abandonadas, calcadas no clientelismo e na manipulação privada de verbas públicas.
Uma coisa é garantir o acesso à Justiça aos cidadãos pobres - tendo como instrumento principal, embora não exclusivo, a Defensoria Pública - adotando-se forma legal de remunerar quem o faça efetivamente; outra, bem diversa, é tentar obter com isso indevida reserva de mercado, para proveito financeiro de uns poucos, político de outros tantos - e prejuízo a imenso contingente da população. A tais tentativas, a cujo serviço se prestam os comentários inverídicos e inadequados ora repelidos, a Defensoria Pública continuará repelindo, com a convicção, afirmada na Constituição e confirmada na prática, de que é o meio mais eficaz, eficiente e efetivo para garantir-lhe a jurisdição.
Carlos Frederico Guazzelli
Defensor público-geral do Estado


H do dia

Crianças
Abrir uma caderneta de poupança para a criança é uma forma de ensinar-lhe o princípio da acumulação. Assim como abrir uma conta corrente para o adolescente o obriga a desenvolver o sentido de controle. As crianças devem participar das reuniões familiares sobre o orçamento da casa e suas idéias sobre despesas devem ser ouvidas. Assim elas aprenderão a pensar de forma responsável.


Marcelo Drescher
Engenheiro-agrônomo

Naturalidade
Leitores! Vocês já se deram conta da difícil aplicabilidade da palavra “natural”. A princípio tão simples, tão corriqueira, tão fácil de balbuciar, enfim, tão natural! Pois a cômoda naturalidade nos agride quando pensamos, por exemplo, que morrer é natural. Hoje, quando a expectativa de vida nos países com um certo grau de assepsia e desenvolvimento é de 70 anos, morrer aos 50 é algo que nos choca. Contudo, há 300 anos, uma pessoa que atingisse 70 anos era considerada fora dos padrões, longevo. É claro que a aceitação natural da morte se estende, em escala cronológica, à medida em que a ciência médica evolui. Todavia, sempre será natural morrer! Sempre será natural que, embora a tecnologia e a técnica médica, ocorram situações de falta de controle e impotência diante de uma situação, inaceitável a nós, onde um órgão assume o (des)controle e determina o curso dos acontecimentos.
É tão natural! Outros exemplos, menos dramáticos e até hilários, podem ser arrolados para exemplificar a natural mudança das coisas, como algumas regras de etiqueta (leia-se boas maneiras) à mesa, ditadas aos nobres do século XVI, que afirmavam ser plenamente natural assoar o nariz com o auxílio dos dedos, durante as refeições, contanto que o porcalhão (esse adjetivo não era aplicado na época) tomasse a educada providência de limpar, com a sola dos sapatos, eventuais resíduos que se fizessem notar no assoalho. Isto era natural e muito, muitíssimo, educado. Do rol das antigas naturalidades, lembro-me da prática instintiva do sexo às ruas, no tempo do Brasil colônia. Era muito natural, tanto que o brilhante Gilberto Freyre escreveu: “O ambiente em que começou a vida brasileira foi de quase intoxicação sexual. O europeu saltava em terra escorregando em índia nua; os próprios padres da companhia precisavam descer com cuidado para não atolar o pé em carne”. Perceberam? Naquela época, numa sociedade primitiva, sexo em locais públicos, a olhos vistos, era considerado natural. Hoje, em nossa evoluída sociedade, não é mais. Ou será que me engano?

mdrescher@uol.com.br

Disney World
Escrevo para vocês recém-chegado de Orlando, onde estive em companhia de minha filha Paula, pai e filha em viagem pelo mundo maravilhoso da Disney World e dos demais parques de diversões existentes naquele estado americano, e quero lhes contar um pouco a esse respeito. Tudo começou a partir da perspicácia e senso empresarial de Walt Disney, o criador dos melhores personagens infantis das histórias em quadrinhos: Mickey, Pateta, Minie, Pluto, Pato Donald e seus sobrinhos, Margarida, Tio Patinhas e os demais coadjuvantes. Ele percebeu a chateação que era para os pais acompanhar seus filhos ao parque de diversões, perdendo as tardes de domingo ou dias de férias, e resolveu construir um complexo de entretenimento onde toda a família pudesse brincar em conjunto, onde as atividades também agradassem aos adultos. Olha, pessoal, esta foi minha segunda vez na Disney e posso afirmar com convicção que ele realmente acertou em cheio. Suas atrações misturam cultura, alegria, cores, fantasia, surpresa e adrenalina em quantidade que cada participante pode dosar, tendo em vista sua própria disposição e limites. O resultado é a união de pais e filhos em torno de brincadeiras saudáveis e que, mais que tudo, aproximam e estreitam admiravelmente os laços familiares.
O projeto começou a se tornar concreto na década de 50, no estado da Califórnia, na costa do Pacífico, com a construção da Disneylândia. Só que o funcionamento do parque atraiu uma multidão de vendedores ambulantes, camelôs, bares, restaurantes, etc. Assim, não ficou bom para se ganhar dinheiro, que em resumo é o que tem movido o mundo para a inovação, o progresso e o desenvolvimento. A partir disso, Disney comprou discretamente várias propriedades na Flórida, na costa do Atlântico, um estado privilegiado pelo clima quente na maior parte do ano. Com uma área tão grande seria possível deixar os indesejados vendedores bem longe dos acessos do público. Ali foi iniciada a construção da Disney World em 1965, sendo inaugurado o primeiro parque, o Magic Kindom, em 71. No entanto, seu idealizador e proprietário já não estava presente, pois falecera em 1966, vítima de um enfisema pulmonar causado pelas quatro carteiras de cigarro consumidas a cada dia.

sanmartin@netcentro.com.br

O municipalismo no RS
Embora os meios de comunicação sempre busquem explicar o significado das siglas, nem sempre o conjunto da população consegue dimensionar a importância de determinadas instituições, que são apresentadas simplesmente por quatro ou cinco letras. É o caso da Famurs, a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul, que identifica uma das entidades mais importantes do nosso estado, responsável por inúmeras ações em defesa dos municípios e da sociedade.
O advento do prefeito de Cachoeira do Sul, Pipa Germanos, assumir a presidência desta entidade, após uma negociação suprapartidária, enquanto cachoeirenses, obrigatoriamente nos remete ao questionamento sobre que importância teria este cargo, independente de todas as naturais cogitações da busca de dividendos eleitorais futuros. E a resposta, certamente, situa-se dentro de um contexto surgido a partir da Constituição de 1988, quando os municípios passaram da condição de coadjuvantes dentro da federação a entes com autonomia e em igual posição dos demais, os estados e a União. O famoso pacto federativo, dentre outras coisas, enseja que as diferentes esferas de governo, tendo a Constituição como referencial, ajam dentro dos seus territórios em busca do melhor para as suas populações, através de administrações transparentes e onde os interesses maiores sejam sempre contemplados nas políticas públicas.
Mesmo que a história da Famurs inicie antes de 1988, marcada também por muitas conquistas dos prefeitos daquela época, houve um fortalecimento do municipalismo a partir da necessidade de fazer valer os preceitos constitucionais, onde áreas como a saúde, a educação, a assistência social, por exemplo, assumiram compromissos que eram da alçada ou do Governo Federal ou do Governo Estadual. Muito mais que uma mera disputa de poder, era garantir que junto com os encargos também fossem previstos os recursos. Neste particular, as diferentes unidades da Famurs sempre tiveram papel de destaque nas incontáveis discussões feitas em inúmeros momentos durante todos estes anos, subsidiando de forma competente os prefeitos e secretários municipais e permitindo o avanço seguro do municipalismo em nosso estado. Um exemplo inquestionável pode ser visto na própria implantação do Sistema Único de Saúde no Rio Grande do Sul, que, através da unidade de saúde e meio ambiente, tendo muitas vezes o suporte da unidade jurídica, proporcionou que o SUS fosse sendo implementado em todos os municípios. Portanto, mais do que o fato do prefeito Pipa desempenhar um cargo de expressão, conquistado legitimamente em face de uma liderança familiar histórica dentro do Partido Progressista Brasileiro, espera-se que possa utilizar bem esta estrutura técnica de capacidade reconhecida, o que lhe garantirá sucesso pessoal e, por via de conseqüência, também da Famurs e de todos os municípios a ela filiados.

O Natal de 1993
Quando se fala em mudanças e modificações de estruturas organizacionais que estão dando certo, sempre me lembro do Natal de 1993. A memória existe e deve ser pesquisada para não repetir os erros e resultar na destruição de um projeto que obtém bons resultados no presente. A saúde em Cachoeira é a bola da vez. Manchetes de jornal e uma desorganização estrutural nos remetem ao passado, no qual convivíamos com greves no hospital, inexistência de efetivos atendimentos à população, nenhuma tecnologia médica, falta de pagamentos aos prestadores, descadastramento de médicos do SUS, cobranças por fora, ausência de um efetivo atendimento às emergências, migração em massa à capital para realização de exames, cirurgias e internações clínicas e o hospital caindo, tombando, sucateado, inerte no meio do caos. Foi neste cenário que começou a municipalização da saúde e como mea-culpa a principal resistência foi da classe médica, atônita entre o descrédito com um sistema de saúde constitucional, o corporativismo e a responsabilização que vinha recebendo judicialmente pela inexistente obrigação do Estado de oferecer saúde a todos.
O Natal de 1993 talvez tenha sido muito bom para a maior parte das pessoas de Cachoeira, mas para alguns foi uma experiência demais dolorosa. Não houve plantonistas médicos no ex-Inamps nem cirurgiões em Cachoeira e no hospital. Tudo isto resultou num inquérito civil promovido pelo Ministério Público, que, após ouvir gestores da municipalização iniciante, médicos e direção do hospital, chegou a duas básicas conclusões: a responsabilidade de manter um serviço de emergência médica efetivo e atuante é de exclusiva responsabilidade do gestor municipal de saúde, isto é, do prefeito municipal e da Secretaria Municipal de Saúde. E conseqüentemente cabe a eles responderem judicialmente pela inexistência de tal serviço. A segunda conclusão é sobre a remuneração dos prestadores, nas quais não existe uma tabela de ressarcimento pelo SUS e sim uma adequação local que proporcione efetiva atenção à saúde.
O Francisco Bastos, no seu livro sobre implantação da municipalização da saúde em Cachoeira, relata as negociações e as dificuldades para dar cor e forma à excelência que veio depois. Pois o livro deveria ser relido pelas autoridades da SMSMA e do CMS, pois quem tinha alguma responsabilidade naquela época jamais esqueceu o Natal de 1993. Os prestadores praticamente recebem os mesmos valores pagos desde 1995, já a Prefeitura aumentou muito o valor recebido da União. No entanto, o que se discute como solução ao rombo do dinheiro no Fundo Municipal de Saúde é retornar a mínimos valores de ressarcimento com tabelas de preços do SUS e a possibilidade de voltar a outros natais como o de 93. Dizer que os prestadores ganham mais do que a tabela é um absurdo ao próprio projeto de municipalização da saúde. Municipalizar, segundo o Aurélio, quer dizer “tornar municipal”, o resto é uso inadequado de dinheiro federal, que tem sido eficiente e íntegro. Portanto, não existe SUS em crise, e sim SMSMA em crise.

eflorence@uol.com.br

A lojinha dos sonhos possíveis
Muita gente já esteve na lojinha operada pelas voluntárias do HCB, na Casa de Cultura Paulo Salzano, ao nível da calçada da Rua 7. Para quem ainda ignora o que é, trata-se de um lugar onde se recebe o que você tiver de supérfluo. Doações em roupas, calçados, objetos são vendidas a preços baixos e a renda, empregada em melhorias no nosso hospital. Não em equipamentos cirúrgicos ou material de saúde, propriamente dito. A direção indica as prioridades no sentido de, usemos o termo, humanizar mais os ambientes. Assim, o dinheiro obtido reverte na aquisição de cortinas, ventiladores, bebedouros, aparelhos de ar condicionado e até dois quartos na maternidade foram completamente montados com tais recursos. Se deseja ajudar, fica a sugestão. Tudo é bem-vindo. Mas há um lado menos conhecido da lojinha. Melhor, menos comentado. Como os artigos, a maioria de qualidade, custam pouco para quem os adquire, muitos sonhos de consumo ali se realizam, o que seria impossível de outra forma. É de ver a alegria da jovem que encontrou, por R$ 5,00, em bom estado, o moderno par de botas que sempre desejou, mas que nunca teria condições de comprar. E do meninozinho que sai com o brinquedo que, novo, custaria um mês de salário do pai. E do velho peão, que leva, bem em conta, a fatiota (ele emprega a palavra) de doutor, com a qual vai fazer um bonito no casamento da neta preferida... São historinhas de todo dia do brique comunitário. Então, registrem. Ficam felizes os doadores, gratificados em sua generosidade. Ficam felizes as senhoras que ali trabalham voluntariamente. Ficam felizes os compradores, até porque comprar barato é coisa de que todos gostam (até pechinchar é possível em certos casos). Ficam felizes os provedores, que vêem todos os segmentos da sociedade participar ativamente da vida do hospital. Sentem-se melhor os pacientes em acomodações mais confortáveis. Ao cabo, a Cachoeira ganha com a solidariedade do seu povo. Vale a pena ser um elo em tal cadeia. Mais, como no verso de Fernando Pessoa, se a alma não é pequena.

py3idt@uol.com.br

Grandes noites
Em algum lugar do céu, seu Reinaldo Roesch e seu Erwino Schneider deviam estar muito satisfeitos na sexta-feira à noite. Afinal, há muito tempo os engenhos, onde eles conceberam e construíram grande parte da economia da cidade, não viviam uma noite tão grandiosa. A inauguração do Salão de Artes exatamente no local onde era produzido o arroz, cereal que projetou Cachoeira no país, parecia trazer uma nova esperança. Se o ciclo do arroz infelizmente já passou, quem sabe a cidade não pode vir a ser conhecida como a "terra das artes plásticas". Basta para isso que a premiação das próximas edições seja mais atraente, aliada a seminários e cursos para discussão e divulgação do tema, estimulando a presença de artistas destacados, que tornariam o evento e a cidade, por extensão, objeto de notoriedade nacional e, se não for sonhar demais, até internacional.
O Salão de Artes foi, sem dúvida, uma grande iniciativa do Sesc, do Núcleo de Cultura da Prefeitura Municipal, do Jornal do Povo e, principalmente, uma grande atitude da família Roesch, oferecendo à comunidade um espaço de cultura num dos pontos históricos mais importantes da cidade. Quem sabe, a partir de agora, a importância cultural do prédio do engenho não seja para Cachoeira o que a Usina do Gasômetro significa para Porto Alegre.
Se, em termos econômicos, estamos sempre à espera de indústrias que melhorem o nível de emprego da cidade, no que tange às atividades culturais não podemos nos queixar. Temos eventos anuais como a Vigília, feiras do livro (da cidade e de diversos estabelecimentos de ensino) e, volta e meia, uma grande apresentação artística, como é o caso da Orquestra de Sopro do Centro Cultural Eintracht de Campo Bom, com a festejadíssima pianista Olinda Alessandrini. Um espetáculo imperdível, que deverá lotar os salões da Sociedade Rio Branco na noite de amanhã, comemorando o aniversário do Jornal do Povo.
Mais uma vez, graças à Lei de Incentivo à Cultura, do apoio da Sociedade Rio Branco, do patrocínio do Engenho Moraes e da Unimed e interesse do jornalista Lauro Schirmer, do jornal Zero Hora, sempre ligado com as coisas da também sua Cachoeira, aproximando a direção da orquestra com a Amicus, os cachoeirenses terão uma oportunidade rara para assistir a um espetáculo altamente qualificado, por um preço simbólico. Grande noite a todos.

chulipa@pro.via-rs.com.br

Hora dos delegados do OP
Os 143 delegados do Orçamento Participativo que representarão Cachoeira do Sul na elaboração do orçamento do Estado para o ano que vem terão reunião amanhã, às 19h, na Câmara de Vereadores. Segundo o conselheiro do OP, Renato Herzog, o encontro servirá para que os cachoeirenses formulem uma estratégia para a eleição de conselheiros, defesa das demandas do município e organizem a viagem a Santa Maria no próximo sábado, quando acontece a assembléia regional.

Boa notícia
A Smic promove no próximo domingo mais uma edição do Brique da Bonifácio e Feira de Artesanato. Os interessados em expor na Feira do Artesanato e no Brique devem confirmar presença junto à Smic ou pelo telefone (51) 3722-2524 Ramal 212, até quinta-feira. A inscrição é gratuita.

Má notícia
O Brasil está em 46º lugar no ranking do Índice de Percepção de Corrupção divulgado pela Transparência Internacional. Este ano, o país recebeu a nota 4, levemente superior aos 3,9 pontos registrados em 2000 e abaixo dos 4,1 pontos de 1999. No ano passado, o Brasil ocupava a 49ª colocação. Segundo o documento, os números confirmam que o problema da corrupção no país continua sem receber a atenção estratégica que seria exigida. Na comparação com os demais países da América Latina, o Brasil ficou no 6º lugar, depois do Chile, Trinidad e Tobago, Uruguai, Costa Rica e Peru.

Do leitor
Leitor Enor Gomes de Oliveira, por e-mail (enor_oliveira@uol.com.br), critica o estado de conservação do trevo de entrada de Cachoeira do Sul, pela Avenida João Neves da Fontoura, bem com a falta de iluminação próximo ao Posto do Loló. O asfalto lá anda terrível mesmo. E perigoso.

Erramos
O partido do vereador Luciano Lara é o PPB, e não como constou ontem na coluna.

Avanços na escolinha
1.
O Ministério da Educação divulgou os dados do Censo Escolar 2000. O ensino fundamental gaúcho apresentou avanços em indicadores de eficiência e rendimento. Taxas de evasão e repetência escolar recuaram no período de 1999/2000 em relação a 1996/1997. A taxa de promoção (aluno que foi aprovado e continua no colégio no ano seguinte na série superior) aumentou nas escolas públicas e privadas.
2. A taxa de repetência reduziu-se para 18,5%, índice mais favorável do que os 23% registrados no censo anterior. O estado está atrás de São Paulo (7,3%), Roraima (12,9%), Minas (14,4%), Paraná e Santa Catarina (ambos com 15%), Espírito Santo (15,9%). No país, a repetência também caiu, recuando de 30,2% para 21,6%.
3. A evasão escolar também recuou no Rio Grande do Sul, mas timidamente de 4,9% em 1996/1997 para 4,5% em 1999/2000. No país, o indicador apresentou retração de 5,3% para os atuais 4,8%.
4. O Rio Grande do Sul teve a sexta melhor posição no item promoção, que expandiu-se para 77% ante os 72,2% do censo anterior. No país, a taxa ficou em 73,6% em 1999/2000. O Censo foi realizado Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC).

Vestibular
As inscrições para o vestibular de inverno da Ulbra/Cachoeira encerram quinta-feira. Os cursos oferecidos são Administração, Direito, Psicologia, Odonto, Serviço Social e Informática. Os documentos para a inscrição: identidade, CPF, comprovante de residência e uma foto 3x4. A taxa é de R$ 50,00. Em Cachoeira as inscrições podem ser feitas na Unidade de Ensino São Pedro e no campus da Ulbra.

72 anos
JP agradece as felicitações pelos 72 anos encaminhadas pelo presidente do Lions Clube Cachoeira do Sul, Luciano Hübner da Silva; Jane e Guilherme Marenco, Darcy e Marisa Sari e Imobiliária Rodrigues.

Ligeiras
1.
Noredino Rosa e Milton Corrêa serão reeleitos nas presidências dos sindicatos dos trabalhadores metalúrgicos e da construção.
2. Dreyer & Cia é uma das únicas 30 empresas habilitadas pela Embratur para organizar eventos no Rio Grande do Sul.

Cidadão Quem no PIQ
Sábado que vem o portal PIQ promove o seu primeiro chat, estreando com a banda Cidadão Quem. Quem quiser participar do bate-papo é só entrar no www.piq.com.br às 16h de sábado.

JP há um ano
2 de julho
160 candidatos vão concorrer a vereador
PPB homologa candidaturas de Pipa e Claudinho
Pipa cobrará a Lei do Poste. Aes Sul e CRT não contestaram a lei

Entre aspas
Quem vive matando o tempo mata também as oportunidades de vida
Briseane

panorama@jornaldopovo.com.br

Leite empastelado
1.
A leitora e amiga do peito Sara Regina Mór, a queridíssima Perica, petista roxa, discorda do colunista a respeito do que já se escreveu sobre a falta de união dos produtores de leite que não querem mais saber da Cocal e partem para uma nova cooperativa. Evidentemente, ela tem razão se é real a inviabilidade da Cocal, pelo endividamento, o que não é admitido pelos produtores que a administram.
2. De qualquer forma, como a situação é irreversível, o que se pode fazer mesmo é dar o mais amplo apoio à Coomic, que vai assumir as instalações da Corlac com o aval do Estado, esperando-se que os obstáculos sejam superados e que a novel instituição tenha sucesso. Não podemos esquecer que o leite industrializado deixa uma margem muita pequena e que enfrenta a competição de grandes grupos, que compensam a pequena lucratividade do leite com os subprodutos (manteiga, iogurte, queijo, etc).

Ovos de ouro

As medidas do Governo Estadual cancelando cadastro e impedindo as firmas devedoras de utilizarem notas fiscais, por enquanto, pelo que se sabe, atinge as pequenas empresas que o Dr. Olívio na campanha eleitoral jurou apoiar. Mas por coerência deve atingir as grandes também. Só que estas sempre terão mecanismos de defesa mais poderosos. É legítimo os esforços do Estado para cobrar o que lhe devem, mas tenho dúvidas se matar as galinhas de ovos de ouro é a solução. Se estas firmas fecharem as portas, como tudo leva a crer, lá se vão centenas de empregos.

Agora só Deus
O sistema tributário brasileiro é injusto e não será com injustiças que vamos encontrar a solução para os créditos públicos. As esquerdas brasileiras combatem o presidente Fernando Henrique porque não se esforça para implantar a decantada reforma tributária, mas ao mesmo tempo, quando estão no governo de algum estado ou prefeitura, se beneficiam dos equívocos e das injustiças do atual sistema. Agora só Deus pode salvar os empregos oferecidos com tantos sacrifícios.

Prendo e arrebento
O falecido presidente Figueiredo prendia e arrebentava quem ousasse impedi-lo de transformar este país numa democracia, num recado aos militares da chamada linha dura. O Dr. Olívio não prende nem arrebenta, mas sufoca e mata as empresas devedoras, tirando-lhe o direito de produzir e trabalhar. A Constituição Cidadã do Dr. Ulisses, como regra geral, diz que não haverá prisão por dívida, mas não impede que os governantes tirem o oxigênio das empresas em dificuldades.

Imperialistas
Nos Estados Unidos, alvo preferido das esquerdas brasileiras, uma pessoa jurídica que dá empregos é quase sagrada. Se tiver apertos financeiros, existe um plano de recuperação em 20 anos com a participação obrigatória do sistema bancário. Lá fazem de tudo para impedir o fechamento das empresas. Aqui, na concordata judicial, se concede dois anos e os bancos fecham completamente as portas para os que ousam obter este benefício de lei. Somente os teimosos ainda insistem em produzir neste país. As empresas gaúchas estão mesmo mais “apertadas do que barriga em gravidez múltipla”. Se continuar assim, mais desemprego vem aí. E o PT, que sempre combateu o desemprego, não pode tolerar esta situação.

Processo civil
O desembargador Voltaire de Lima Moraes, que já foi procurador-geral de Justiça, estará nesta sexta-feira, às 19h30min, no salão de atos da Ulbra, para proferir palestra sobre um tema sempre atual para os advogados militantes: “Questões controvertidas no processo civil”. O evento conta com o apoio da Subseção da OAB e é aberto aos advogados.

Direito do trabalho
A coordenação do curso de direito da Ulbra planeja para o mês de novembro um megaencontro sobre o direito do trabalho, que terá a participação da Amatra, a entidade dos magistrados trabalhistas, e outras atividades específicas. Os dirigentes da entidade estiveram na cidade sexta-feira última e ficaram encantados com tudo o que viram, menos com a rede hoteleira, que, segundo eles, deixa a desejar, além do reduzido número de leitos disponíveis.

Rede hoteleira
A rede hoteleira da cidade é insuficiente. Para muitos, estamos naquela roda-viva em que não se faz mais eventos porque os hotéis são poucos e, por outro lado, os empresários da rede hoteleira alegam que não melhoram nem aumentam os leitos porque se fazem poucos eventos. Uma coisa é certa: os que podem viajar e participar de eventos de qualquer natureza não gostam de ficar mal-acomodados. A Ulbra, a Sociedade Rio Branco e outras entidades já têm uma boa estrutura para eventos culturais, artísticos ou de serviços. O que se pode fazer para cortar o elo desse círculo vicioso? Com a palavra os que entendem do assunto.

armandoff@uol.com.br

A respeito de uma das notas do caderno sobre o ano de 1944, o 15º de circulação do Jornal do Povo, a família de Mário Carvalho de Almeida, que na época foi absolvido depois de ter dado um tiro em legítima defesa, levando o agressor à morte, pede que se reforce um detalhe: Almeida era o subdelegado de Polícia nomeado na época para o Piquiri.

Gre-nal na política
Acirradíssima disputa de mais espaço entre Luís Fernando Godoi e Pipa Germanos, com vantagem para o prefeito pela importância dos cargos e a pré-candidatura a deputado. Acompanhe:

Esfera Godoi Pipa
País Vice-presidente da UBV Conselheiro da CNM
Estado Presidente da Uvergs Presidente da Famurs
Cidade Vereador Prefeito

Listinha
Para quem está mudando hábitos alimentares para emagrecer, a coluna dá uma forcinha, revelando as calorias de alguns alimentos:
Laranja, suco (1 xícara) - 112
Leite integral (1 xícara) - 88
Leite desnatado (1 xícara) - 81
Lentilha cozida (1 xícara) - 159
Limão (unidade, médio) - 27
Limão, suco (1 xícara) - 60
Maçã (unidade, média) - 58
Macarrão cozido (1 xícara) - 207
Mamão (unidade, médio) - 108
Manga (unidade, média) - 66
Manteiga (1 colher de sopa) - 100
Maionese (1 colher de sopa) - 101
Melancia (1 fatia média) - 56
Melão (1 fatia média) - 36
Morangos (10 frutos, médios) - 37
Nabo branco cozido (1 xícara) - 45
Nozes (1 xícara) - 938
Óleo de milho (1 colher de sopa) - 120
Óleo de oliva (1 colher de sopa) - 124
Óleo de soja (1 colher de sopa) - 106
Ovo de galinha cozido - 78
Ovo de galinha frito - 107
Pão branco (1 fatia) -62
Pão de trigo integral (1 fatia) - 56
Pêssego (médio) - 38
Pimentão cozido - 18
Presunto (1 fatia) - 84
Queijo Minas (1 fatia) - 86
Queijo prato (1 fatia) - 92
Rabanete (pequeno) - 19
Repolho cozido (1 xícara) - 37,2
Salame (1 fatia) - 130
Salsicha (pequena) - 45
Tomate (médio) - 22

Jornais têm mais anúncios
O investimento publicitário vem crescendo em todo o mundo, desde o final da década de 80. Três dos maiores anunciantes - Estados Unidos, Canadá e Japão - vêm registrando crescimento nos investimentos feitos nos últimos anos. Além disso, a tendência global de crescimento do meio jornal na era digital mostra que os novos meios, como a internet, não estão causando os prejuízos que muitos analistas previram. De acordo com levantamento feito pelo Ibope entre janeiro e março deste ano, os jornais brasileiros publicaram 168.136 anúncios contra 121.391 no mesmo período de 2000. Isso significa que a inserção publicitária nos jornais do país aumentou 39% no primeiro trimestre de 2001, quando comparada ao mesmo período do ano passado.

Futsal
Já estamos no meio do ano e nada do início do Campeonato Citadino de Futsal. A Ulbra e o Gerbac atravessam um bom momento na modalidade, os jogos de futsal da 3ª Olimpíada Estudantil JP/Sesc/Unimed têm sido um sucesso, mas os desportistas cachoeirenses nem sabem quando entrarão em quadra no certame municipal. Está na hora da Secretaria Municipal dos Desportos se mexer.

Um Ford 29 visita o JP
O secretário municipal de Obras, Alceu Mainardi, encontrou uma maneira original de homenagear o JP nesta sexta-feira. Ele veio trazer o seu abraço pela passagem dos 72 anos dirigindo um reluzente Ford modelo A 1929, mesmo ano de fundação do JP. Conforme Mainardi, a restauração de veículos antigos é um hobby antigo. Tanto que, além do histórico Ford A 1929, ele possui outros três modelos antigos, em perfeito estado de conservação e funcionamento. O Ford de Mainardi é movido a gasolina e atinge uma velocidade máxima de 60 quilômetros por hora. Esta semana, o titular das Obras passou na oficina mecânica e pediu para deixar o Ford tinindo para a visita ao JP. “Tudo o que é bom e útil deve ser cuidado para ser perene, como o Jornal do Povo e o Ford 1929”, filosofou Mainardi.

Dom Pimenta
A secretária municipal de Saúde Magnólia Erhardt não aceita a informação repassada pelos vereadores cachoeirenses que estão em Brasília. Segundo ela, o dinheiro do repasse de maio do SUS, que estava retido no Ministério da Saúde, foi depositado para Cachoeira na terça-feira, antes mesmo que os vereadores chegassem no Distrito Federal. Ela salientou que a liberação aconteceu depois de ligações diárias pelo pessoal da SMSMA, na semana anterior.

Semáforo
PARE
O abalo do crédito do cheque deve ser combatido de todas as formas. Cada vez que um cheque sem fundo prejudica um comerciante, muitos consumidores perdem espaço para compras a prazo ou até o instituído pré-datado.
ATENÇÃO
A decisão do prefeito Pipa Germanos em manter o secretário Alceu Mainardi na pasta de Obras, a despeito da reclamação de alguns servidores, foi sensata e respeita o bom trabalho que vinha sendo feito pelo titular. Só que Pipa não poderá admitir novos motins, senão vira moda.
SIGA
Parceria fechada pelo portal PIQ e a SUC consagra esta nova forma de comunicação escrita, por internet, dentro de Cachoeira do Sul. Os jovens, como sempre, estão na ponta e vão concorrer a ingresso grátis ao Fest-rock com a banda Cidadão Quem.

JP interativo
Quando o Jornal do Povo faz aniversário é tempo de lembrar fatos de sua história

1. Foi um dos fundadores do JP:
a ( ) Mário Ilha Filho
b ( ) Mário Godoy Ilha
c ( ) Mário Fernando Godoy
2. Troféu de qualidade vencido pelo JP no Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade:
a ( ) Bronze
b ( ) Prata
c ( ) Ouro
3. Ano em que o JP passou a circular diariamente:
a ( ) 1994
b ( ) 1996
c ( ) 1992
4. Nome do jornalista que mais tempo participou da elaboração das edições do JP:
a ( ) Paulo Salzano Vieira da Cunha
b ( ) Liberato Salzano V. da Cunha
c ( ) Virgílio Carvalho de Abreu

RESPOSTA - 1b/2b/3c/4a

painel@jornaldopovo.com.br


Painel Empresarial
Viviane Souza

De primeira
A Gráfica Bitencourt inaugurou sua revistaria própria. A empresa está desde esta semana oferecendo serviços de cópias, bazar, cartões para todas as ocasiões e revistas nacionais e importadas de todos os gêneros. A Revistaria Bitencourt funciona anexo à gráfica, na Avenida Brasil, 988, e abre das 8h30min até as 19h30min. Aos sábados o expediente será no turno da tarde.

Conex@o
A Associação de Jovens Empresários (Ajovem) e o Comitê Regional da Associação Qualidade RS/PGQP de Cachoeira do Sul vão lançar no mês que vem o projeto “Empresário sem limite”, que é, sim, uma cópia bem sucedida (benchmarking) do programa global No Limite. As entidades vão convidar empresários para passar um dia testando seus limites. Cientificamente está comprovado que quem libera adrenalina vive sem estresse. A primeira incursão será nas corredeiras de um rio na cidade de Três Coroas. Vá, aproveite e volte relaxado. Ligue 3722-5815 e reserve lugar.
Começa na segunda quinzena de julho o Desafio Empresa do Sebrae/RS, disputa virtual semelhante ao Mese International. Empresas virtuais competirão entre si pela internet, até a disputa final, que reunirá as com os melhores desempenhos. De Cachoeira do Sul já está confirmada a participação da equipe Só Stress, formada pelo casal Nícolas Furlan e Patrícia Diniz, a mesma que representou Cachoeira na etapa semifinal do Mese.
A tradicional Lancheria Burriko reabre as portas neste sábado sob o comando da empresária Raquel Simonetti. A proposta da casa é oferecer lanches em geral, sucos, vitaminas, café, bebidas quentes e novidades aos clientes. A partir de segunda-feira a lancheria passará a oferecer almoço no sistema prato-feito. Além dos cardápios especiais variados todos os dias da semana, a Burriko comercializará pizzas, massa caseira e lasanhas congeladas e para degustar no local. Aos domingos será servido quentão e nas quartas-feiras um jantar especial, baseado na culinária de inverno - mocotó, puchero e outras delícias.

viviane.souza@bol.com.br

Informática
Fábio de Oliveira

Esferográfica digital
A Ericsson (www.ericsson.com) mostrou na semana que passou como será a primeira caneta digital do mercado. A Chatpen, ou caneta bate-papo, é uma esferográfica cheia de estilo e com a capacidade de transferir a imagem dos textos com ela manuscritos para um celular, um Palm ou um computador e daí para a internet. A caneta opera sua mágica quando se escreve sobre um papel especial que vem impresso com um padrão quadriculado muito pequeno e numa tinta quase imperceptível ao olho humano. A Chatpen será lançada comercialmente na Suécia no final deste ano e no resto do mundo só no início de 2002. Custará cerca de 100 dólares.

Gente Show
A seção Gente Show do portal Terra (www.terra.com.br) apresenta esta semana uma entrevista e um ensaio todo especial com a miss Brasil, a gaúcha Juliana Borges. Além de apreciar o ensaio da miss, o internauta poderá conferir o que pensa Juliana, que tornou-se a mais polêmica das misses, depois que realizou uma série de cirurgias plásticas para, digamos, ficar ainda mais perfeita. De brinde, o visitante poderá baixar para o seu micro um papel-de-parede com uma foto da bela Juliana.

E o apagão já virou piada até na internet
Como é típico do brasileiro rir da própria desgraça, já existem várias piadas sobre o apagão circulando por aí. Como não poderia ser diferente em tempos de internet, o bom humor também já chegou à Web, onde, entre outras, pode ser encontrada uma brincadeira que traz a imagem do novo Office 2000 - Kit Apagão. Trata-se de uma gozação em cima do famoso pacote de aplicativos de escritório da Microsoft. O anunciado kit traz uma máquina de escrever (Word), uma calculadora de mesa manual (Excel), papéis de carta (Outlook) e uma lousa mágica, representando o PowerPoint. A brincadeira foi feita em cima de uma foto publicada pelo site de humor PatodeLaranja (www.geocities/patodelaranja) e foi criada originalmente por ocasião do famoso Bug do Milênio. A referida foto está na seção Foto-humor Especial.


Bill Gates ainda é o homem mais rico do mundo
O fundador do império Microsoft (www.microsoft.com), Bill Gates, continua sendo o homem mais rico do mundo (pelo sétimo ano consecutivo), com uma fortuna estimada em 58,7 bilhões de dólares, apesar da queda das ações de sua empresa, segundo a última classificação da revista americana Forbes, publicada na semana passada. Gates é seguido pelo megainvestidor Warren Buffett, o segundo no ranking, e Paul Allen, o número dois na hierarquia da Microsoft, que continua firme na terceira posição com um patrimônio de 30,4 bilhões de dólares.
O index Nasdaq caiu 60% em março de 2000 e com ele a fortuna dos ricos foi junto. Entre as maiores vítimas está o rival de Gates, o executivo-chefe da Oracle, Larry Ellison, que caiu da segunda para a quarta posição ao ver sua fortuna diminuir de 58 bilhões de dólares para 26 bilhões. Na 15ª edição da lista anual de milionários, a Forbes selecionou 538 pessoas com fortunas que combinadas chegam a valer 1,73 trilhão de dólares.
As mulheres mais ricas do mundo, com 18,5 bilhões de dólares cada, são Alice e Helen Walton, descendentes de Sam Walton, o fundador da cadeia de supermercados Wal-Mart Stores Inc. Entre os bilionários brasileiros, os donos da maior fortuna são os irmãos José e Antônio Ermírio de Moraes, do Grupo Votorantim, com uma fortuna avaliada em 3,5 milhões de dólares.

A lista(em bilhões de dolares)
1) Bill Gates (Microsoft, EUA) 58,7
2) Warren Buffett (Berkshire Hathaway, EUA) 32,3
3) Paul Allen (Vulcan Ventures, EUA) 30,4
4) Larry Ellison (Oracle, EUA) 26
5) Família Albrecht (Aldi, Alemanha) 25
6) Príncipe Alwaleed Bin Talal (Arábia Saudita) 20
7) Jim Walton (Wal-Mart, EUA) 18,8
8) John Walton (Wal-Mart, EUA) 18,7
9) Robson Walton (Wal-Mart, EUA) 18,6
10) Alice Walton (Wal-Mart, EUA) 18,5
Helen Walton (Wal-Mart, EUA) 18,5

Favoritos

O arte-finalista Matheus Richter tem hoje na internet a sua principal ferramenta de trabalho. Desde que começou a trabalhar no Jornal do Povo, Matheus tem descoberto na Web uma infinidade de recursos visuais e gráficos, que o auxiliam no aperfeiçoamento contínuo da sua atividade. Estes recursos oferecidos pela tecnologia, aliados ao talento natural do arte-finalista, estão sendo a combinação perfeita para o crescimento profissional de, quem sabe, um futuro webdesigner.
A revista Design Gráfico é, sem sombra de dúvida, uma fantástica fonte de orientação e apoio para quem está iniciando ou já está profundamente envolvido nos caminhos das artes gráficas. Por isso, a página da revista (www.design-grafico.com.br) é uma referência constante no trabalho de Matheus. "Além de dicas e macetes fáceis e práticos, o site também apresenta entrevistas com verdadeiros gurus do design moderno. Quem ainda não conhece precisa visitar".
Outro site considerado fundamental por Matheus é o Blaz (www.blaz.com.br), segundo ele uma verdadeira Bíblia para quem está iniciando como arte-finalista ou webdesigner. "A página oferece orientações passo a passo para a criação de trabalhos gráficos. É tudo detalhado, deixando qualquer trabalho fácil de ser feito".

jpinfo@jornaldopovo.com.br





Via Fax
Fábio de Oliveira

Cerro Branco
LEILÃO - A Prefeitura Municipal de Cerro Branco promoverá na próxima quinta-feira, às 15h, um leilão público. Os bens que serão leiloados vão desde veículos até equipamentos automotores, elétricos, eletrônicos e de escritório. Todos os bens estarão expostos à visitação na Secretaria Municipal de Obras, Serviços Públicos e Trânsito, de segunda a sexta-feira, durante o horário de expediente. Os interessados poderão obter maiores informações, bem como a íntegra do edital de leilão, na Secretaria de Administração de Cerro Branco ou ainda pelos telefones (51) 3725-1200 e 3725-1070.

Novo Cabrais
BOCHA - O Clube Cruzeiro do Sul sediará neste sábado um torneio de integração entre as equipes que disputarão o Campeonato Municipal de Bochas 2001. Além da equipe anfitriã, participarão da competição as equipes de Celso Cerentini, São Roque, Guido Schaurich, Marcos Lermen, Nilo Gomes e Cláudio Cortes. O torneio iniciará às 10h e ao meio-dia será servido um almoço reunindo os bochófilos e a comunidade em geral.
JUNINA - A Escola Estadual Ruy Barbosa promove neste domingo a sua festa junina, no Ginásio Poliesportivo Ruy Barbosa. O evento iniciará ao meio-dia com um almoço comunitário. Durante a tarde será realizada uma reunião dançante, animada pela dupla Carlos e Cristiano.
EMATER - O escritório da Emater de Novo Cabrais promoverá nos dias 24 e 26 de julho e 2 de agosto um curso sobre piscicultura, tecnologia de produção, rizipiscicultura e filetagem. Os interessados poderão se inscrever junto a Emater.
FRUTICULTURA - 13 produtores cabraisenses participaram esta semana de um curso sobre técnicas de poda para a fruticultura, ministrado pelo engenheiro agrônomo e instrutor do Senar Homero de Boni Júnior. O curso foi promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Candelária e pela Secretaria Municipal de Agricultura.

Paraíso do Sul
BOM DE BOLA - Iniciou nesta sexta-feira a etapa municipal do torneio de futebol Guri Bom de Bola, que classificará a equipe de uma das escolas paraisenses para a etapa regional da competição. Na rodada de abertura, realizada no campo da Socipê, foram realizados dois jogos: Alfredo Schlesner 2 x 0 Rodrigues Alves e Rodrigues Alves 2 x 0 Afonso Pena. A próxima rodada da competição será realizada na próxima sexta-feira, a partir das 8h30min, novamente na Socipê.
BOCHA - O Campeonato Municipal de Bocha de Paraíso do Sul terá prosseguimento neste sábado com mais quatro jogos. Pela chave A estarão jogando Laranjeiras x Santo Antônio e Veteranos x Mem de Sá. Pelo grupo B jogam Tertúlia x Bar do Dinho A e Bar do Dinho B x Socipê. Todos os jogos iniciarão às 13h45min. O Veteranos é o líder isolado do grupo A, com 12 pontos ganhos, seguido pelo Mem de Sá, com nove, e Bota Fogo, com oito. Na chave B a liderança é do Bar do Dinho B, que somou até agora 10 pontos. Em segundo lugar está a Socipê, com nove pontos, e, na terceira colocação está o Bar do Dinho A, com sete pontos. Classificam-se às semifinais da competição as duas melhores de cada um dos grupos.
SAÚDE - O programa de agentes comunitários de saúde de Paraíso do Sul comemora na próxima quinta-feira um ano de criação. Para marcar a data, os agentes realizarão uma caminhada pelas ruas da sede do município, divulgando o trabalho que vem sendo realizado pelo programa. Atualmente, o Município dispõe de 14 agentes atuando em diversas regiões de Paraíso do Sul, levando orientação e coletando dados sobre as condições de saúde da comunidade. De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Saúde, Guilherme Böck, a Prefeitura pretende nos próximos meses aumentar para 17 o número de áreas atendidas.



Osmar Beskow

Bilhões
O título epigrafado relaciona-se com a má notícia trazida pela imprensa nacional na semana passada, o que é péssimo fato para o povo deste nosso país: o Governo vai destinar 102 bilhões de reais para o saneamento de bancos federais, entre esses o Banco do Nordeste e o Banco da Amazônia, que alimentaram por muito tempo as falcatruas da Sudene e da Sudam. Talvez venha-se pensar que as arcas do Tesouro Nacional estão “abarrotadas” de dinheiro, quando a verdade é outra, isto é, que estão “raspadas”.
Isso significa que mais uma vez esse Governo que está aí vai ao FMI e ao Banco Mundial para contrair empréstimos, que o povo vai pagar depois, acrescidos de pesados encargos!
Sabe-se que atualmente a dívida pública da União ronda a casa de 600 bilhões de dólares, cabendo aqui seja ressaltado que, quando Fernando Henrique Cardoso iniciou o seu governo, a dívida era de cerca de 50 bilhões de dólares. Acrescente-se: no governo de FHC houve uma gigantesca desvalorização da moeda nacional frente à cotação do dólar! Ademais: em decorrência de privatizações, uma grande fatia do patrimônio nacional foi entregue a estrangeiros, a custo de “casca de banana”, usando uma expressão da gíria.
O valor dos empréstimos junto aos organismos internacionais, evidentemente acrescido de pesados encargos, será devolvido pelo povo, na forma de pagamento de impostos e taxas, sempre majorados. Acentue-se que o Brasil é dos países do mundo onde o seu povo paga mais impostos e taxas, e onde são dos mais elevados no grêmio das nações do mundo!
Enquanto isso, foi anunciada mais uma viagem ao exterior do presidente FHC, e mais uma vez atrás de gás, para ver se consegue minorar a crise energética que se abateu sobre o país, em grande parte por culpa sua, pois não houve investimentos necessários em tempo hábil no respectivo setor!
E agora, diga-se afinal: aqui em Cachoeira do Sul multiplicam-se as “quebras” (falências) de empresas industriais e comerciais, em grande parte devido à má gestão da economia pelo Governo do país, que está aí!

osmarbeskow@jornaldopovo.com.br


Tribuna
Giuliano Fernandes

Sem fitas
O presidente da Câmara de Vereadores, Cláudio Petrucci (PPB), resolveu endurecer as relações com a Prefeitura Municipal. A partir de agora o Legislativo não vai mais ceder as fitas de vídeo das sessões e dos pronunciamentos dos vereadores para a Prefeitura mediante pedido. “A Prefeitura só tira fitas daqui com ordem judicial”, disse na tribuna na sessão de segunda-feira. Petrucci queixou-se que os pedidos encaminhados pela Câmara ao Executivo não têm o devido tratamento e que muitas vezes a resposta é apenas que o assunto está à disposição em uma determinada secretaria. “Essa, agora, será também a nossa resposta”, acrescentou. Os vereadores estão convencidos de que o Executivo pede fitas de pronunciamentos mais fortes contra a administração como forma de intimidar o Legislativo. “Não vamos mais aceitar isso”, afirmou.

Lei do Poste
A vereadora Dina Marilú (PCdoB) não gostou das declarações do prefeito e do diretor da empresa Méritum sobre sua representação no Ministério Público. O diretor da empresa porto-alegrense Marco Aurélio Becker teria afirmado que o contrato para ajustar a Lei do Poste só não saiu por causa da representação de Dina Marilú apresentada aos promotores. “O prefeito diz que a lei é inconstitucional, mas nunca argüiu a inconstitucionalidade mesmo tendo poderes para isso. Além disso, deveria pegar um dos qualificados técnicos voluntários que atuam na Prefeitura para pesquisar e adequar a lei. Não precisaria pagar R$ 1 milhão para uma empresa fazer o serviço”, afirmou Dina. “Cachoeira é um município pobre que não atende as carências básicas de sua população como saúde, habitação e ação social e não pode se dar ao luxo de pagar tudo isso para alguém adequar uma lei”.

Celular
O líder do PDT na Câmara, Natalício Morais, mostrou-se espantado com o poder que têm os aparelhos celulares. Tão logo a bancada governista descobriu que o vereador Ivo Garske (PDT) iria propor uma comissão especial para investigar a crise na Saúde, a secretária Magnólia Erhardt, a diretora Giovana Xavier e outros funcionários da pasta apareceram no Legislativo. “Seria bom que em outras oportunidades estas pessoas também comparecessem à Câmara”, disse Natalício Morais.

Investigação
Mesmo que seja criada uma comissão especial para investigar a crise da Saúde, há uma investigação paralela em andamento. A vereadora Dina Marilú (PCdoB) enviou pilhas de documentos à Promotoria de Justiça sobre o assunto. “O Ministério Público está se tornando uma de nossas últimas esperanças para obter alguma informação útil e transparente sobre a administração municipal”, afirmou Dina.

Retirada
O vereador Oscar Sartório (PTB) retirou estrategicamente o projeto de lei de sua autoria que obrigava a criação de um sistema de atendimento médico emergencial e remoção em eventos com aglomeração humana, por parte do Município. Sartório afirma que a proposta daria mais segurança às pessoas que fossem a grandes eventos no município. O projeto tinha parecer contrário da comissão de justiça e redação. Sartório, claro, reclamou mais uma vez de perseguição dos integrantes da comissão.

Feirão
O vereador Délcio Balardin (PPB) conseguiu aprovar em plenário o projeto de lei de sua autoria que cria o Feirão Comunitário nas dependências da Feira Livre Municipal. O projeto tinha parecer contrário da comissão de ação social, saúde e meio ambiente. Estranhamente os vereadores aprovaram o parecer contrário ao projeto e depois aprovaram o projeto. A Associação dos Feirantes de Cachoeira do Sul é contrária ao projeto por julgar que a medida transformará uma feira de produção em um feirão de produtos paraguaios.

PT
O PT de Cachoeira vai tentar formar na cidade a juventude do partido. Para tanto vai trazer durante três sextas-feiras a coordenadora do PT Jovem gaúcho, Raquel Verselino, para sacudir os filiados e simpatizantes teens do partido na cidade. Será um curso de formação política, iniciando já nesta sexta.

Figuras da cidade
Quando saio à rua ou freqüento alguma atividade, reencontro os históricos da nossa Cachoeira, seja na lembrança ou até pessoalmente. São figuras, personalidades, pessoas transportando nas mãos, sem dúvida alguma, os feitos, os ideais, os sonhos dessa dama dos arrozais.
Alguns já partiram, como o interessante e responsável seu Aquiles. Não sei, não, mas a sua imagem foi para mim a de alguém carregando, nos ombros e na mente, todas as responsabilidades de muita gente. Seu Aquiles, com seu automóvel dirigido por ele, aos 100 anos de idade, deixou em todos nós aquela memória viva dos fatos e feitos cachoeirenses.
Outro que partiu neste ano 1 foi seu Luis Afonso Só, cuja dedicação e abnegada vivência em prol dos necessitados é algo que Cachoeira não pode esquecer. E seu Luis Só fazia tudo no anonimato, sem querer jamais aparecer.
Ando pelas ruas da cidade e revejo tanta gente amiga: Nilson Campos e José Otávio Homrich. Repentinamente, como buscando de dentro do baú das lembranças bem vividas, me vem a imagem rápida, ligeirinha, quase fugaz, na sua última fase de vida, da querida e inesquecível tia Marina Neves Moreira, cujos princípios de vida deveriam servir de exemplo a todos nós, quiçá a alguns políticos deste brasileirão.
No velório de um amigo, encontro seu João Carlos Mór, figura inteligente e afável, homem de visão e bom entendimento, cujo um dos objetivos nessa quadra de sua vida que mais lhe aquece o coração e aprimora o espírito, é viajar com sua Maria ao encontro de um de seus filhos, diretor da Varig, onde quer que ele esteja exercendo sua importante atividade. Jamais esquecerei a sua fidalguia, ao lhe ver na fila do lançamento da “Visitante...”, enviando-o para Paris, onde seu filho estava residindo.
João Carlos Mór, um cavalheiro deste tempo, o é também na saudável pretensão do lançamento de seu livro sobre Cachoeira, o qual aguardamos com entusiasmo.
Chego à catedral e deparo com o famoso cristão autêntico, o Jamil Ache, cuja personalidade firme e fidalga soube educar seus filhos com o maior desvelo pelos valores evangélicos. Jamil Ache, atento às atitudes da comunidade, é um dos mais assíduos repórteres do nosso JP, informando e comentando tudo que lhe faz perceber ou que mereça sua crítica construtiva.
Pelos respingos de chuva nas plantas, pelo fogo crepitando nos campos e florestas, pelo pulsar da vida a cada instante, algo de indestrutível aconteceu naquele dia triste de hospital, com a espera de um reflorestamento da fé inquebrantável, pois ela existe quando, muitas vezes, não há esperança: surge Beth, a amiga dedicada ao dom de sua capacidade de ensinar. Elizabeth Lopes, doando de sua confiança em Deus, juntamente com a filha Carina, exerceu por quatro longos meses a criatividade, o exemplo de alegria para que nenhum de nós desanimasse ou perdesse, por um momento sequer, a coragem para prosseguir.
E Beth repetia a cada amanhecer: "Não desanimemos jamais, pois Deus é a soma de todas as possibilidades!

verabeatriz@jornaldopovo.com.br

Cálculo urinário
Pelo menos 5% da população sofre com a formação de cálculos urinários (pedra nos rins), situação que também é conhecida como litíase. A incidência da litíase é três vezes maior nos homens do que nas mulheres e acontece com mais freqüência entre 30 e 50 anos. A formação de cálculos pode acontecer por predisposição familiar, é mais comum em indivíduos sedentários, fatores ambientais poderão influenciar no seu aparecimento, por exemplo, em clima seco e quente. Dietas com consumo excessivo de sal, proteína animal, leite e derivados também são consideradas fatores de risco para esta doença.
É importante estabelecer a origem da substância que originou o cálculo, pois irá favorecer no tratamento para evitar a recidiva.
O cálculo urinário pode provocar o aparecimento de uma doença chamada cólica renal, que se caracteriza pela presença de fortes dores nas costas com irradiação para o abdômen ou para a genitália, podendo estar presentes também náuseas, vômitos, desconforto urinário e até sangramento, que também poderá facilitar as infecções urinárias.
Prevenir é o melhor caminho para evitar a formação do cálculo. O tipo de dieta, por exemplo, influi na qualidade e quantidade de substâncias que o rim vai eliminar. As restrições dietéticas a serem aplicadas dependem da composição dos cálculos previamente eliminados (que devem ser examinados). Os mais freqüentes são os de cálcio, sendo necessário suspender o consumo de leite e seus derivados.
Outro ponto importante é aumentar a ingestão de líquidos, assim aumentando o fluxo urinário e, com isto, diminuindo a concentração das substâncias relacionadas à origem dos cálculos.
A hidratação adequada pode diminuir em 60% a incidência da formação de cálculos urinários, mesmo que não se consiga identificar a causa da doença. Recomenda-se que o volume urinário eliminado diariamente deve ser superior a dois litros.

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Coreana SsangYong volta ao Brasil
Em meio a um difícil momento para o mercado de importados, em função da alta do dólar, a marca sul-coreana SsangYong volta ao Brasil disposta a apagar da memória a tentativa frustrada de 1995. Líder em veículos 4x4 na Coréia do Sul, a marca está trazendo para o Brasil dois utilitários-esportivos (Korando e Musso), uma van (Istana) e um sedã de luxo (Chairman). A representação no Brasil, que já foi do mesmo grupo que traz os carros da Suzuki, agora está nas mãos da importadora Districar.
O Korando é um jipe projetado para competições off-road. Possui versões com teto rígido ou conversível, tem motor turbodiesel 2.9, de cinco cilindros, 120 cavalos e 24kgmf de torque. Voltado para o público jovem, o jipe tem preço bem salgado, entre R$ 65 mil e R$ 71 mil, dependendo dos equipamentos. O outro utilitário-esportivo da SsangYong é o Musso, que esteve presente na outra fase da marca no Brasil, mas agora chega em versão reestilizada. Ele tem opções de motorização turbodiesel (o mesmo do Korando) ou gasolina (seis cilindros em linha, 2.3, de 220 cavalos). A transmissão é automática. Como concorrentes, o Musso terá o Toyota SW4 e o Mitsubishi Pajero Sport. Os preços variam de R$ 75 mil a R$ 97 mil.
A van Istana (semelhante à Kia Besta), comporta 15 passageiros e o principal foco de venda no Brasil será para transporte executivo, principalmente de turismo. A comercialização no país é restrita à versão diesel, com câmbio mecânico. O preço da versão única é de R$ 63 mil. O quarto produto é o sedã de luxo Chairman, cópia do Mercedes E 320 antigo. A SsangYong tem um velho acordo tecnológico com a marca alemã, tanto que todos os seus modelos utilizam motorização e transmissão Mercedes-Benz. O Chairman tem motor seis cilindros de 3,2 litros e 220 cv. A empresa ainda não estipulou o preço do veículo.

Novo site conta a história da Ford
Para os fãs dos veículos clássicos, a Ford preparou em seu novo portal na Web uma seção dedicada exclusivamente à história e evolução da linha de veículos da montadora no mundo, o Clássicos Ford. Logo na abertura da seção o visitante poderá assistir a um pequeno filme sobre o início da empresa fundada por Henry Ford, em 1903, e sua evolução até o Ford Focus. Os principais destaques são os modelos Ford A (de 1903), T (1908), Mustang (1966), Galaxie (1967), Corcel (1969) e Maverick (1974).
Há também uma área para os usuários que desejarem se cadastrar no Clube do Fordinho e Clube do V8. O link dá acesso ao conteúdo sob a responsabilidade dos dois clubes, que inclui seção de classificados para compra e venda de peças e veículos antigos. O link direto para o Clássicos Ford é www.classicosford.com.br/site/default.asp.

Combustíveis sobem em julho

O Governo Federal prepara o anúncio de um reajuste no preços dos combustíveis para o início de julho. A equipe econômica deverá puxar o aumento, que deveria ficar acima de 10%, pelos cálculos do mercado, para baixo, até 5%, temendo um impacto maior nos índices de inflação. O Governo ficou praticamente sem alternativa diante do saldo negativo no fechamento do mês da Parcela de Preços Específica (PPE), que representa a diferença entre o preço de venda dos combustíveis nas refinarias brasileiras e o preço internacional dos derivados de petróleo.

Fiat programa três lançamentos para 2001
Perto de completar 25 anos de Brasil (no próximo dia 9), a Fiat prepara pelo menos mais três lançamentos no mercado nacional até o fim deste ano. O primeiro, que ocorrerá em poucas semanas, é a picape Strada com visual renovado, complementando a nova família Palio. Em meados do segundo semestre chega o Marea com nova traseira, apresentado recentemente, equipado com câmbio automático na versão com motor 2.4.
Depois, em novembro, será a vez do multiuso Doblò, nas versões de carga e passageiros. A versão com motor Fire 1.3 já está confirmada, mas a montadora ainda estuda a adoção das linhas Fire 1.0 de 16 válvulas e 1.6. A primeira representaria uma opção inédita no segmento, visando o custo/benefício, enquanto a segunda poderia morder, ainda que pouco, parte das vendas do segmento das minivans como Renault Scénic e GM Zafira, segundo executivos da montadora. O Doblò é um MPV da mesma faixa do Renault Kangoo.
Outra opção que poderá elevar o leque de lançamentos Fiat em 2001 é o Palio Young com motor Fire 1.0 de oito válvulas. Este ainda depende da reação do mercado ao próprio Mille Fire e também das turbulências da economia. Mas se o modelo não chegar ainda este ano, é praticamente certa sua adoção em 2002, segundo a direção da montadora.

Renault troca válvula da Scénic
Os proprietários de Renault Scénic 1999 ou 2000 que já se cansaram das vezes que o monovolume falha e morre no meio do trânsito, ligando normalmente após algum tempo receberam esta semana uma boa notícia. Se estes problemas são freqüentes, basta procurar uma concessionária Renault e solicitar a limpeza e, se não resolver, a troca gratuita da válvula de controle da marcha lenta, procedimento autorizado pela montadora em uma campanha interna, o chamado recall branco, não anunciado ao público por não envolver item de segurança. A válvula pode sofrer carbonização.

Conversando com o povo de Deus (38)
No fim de semana passado, em substituição ao nosso bispo diocesano Dom Irineu Silvio Wilges, que está em viagem pela Itália, fui crismar mais de 250 jovens, 14 na Paróquia São Marcos, de Segredo, e o restante na Paróquia Sagrada Família, de Arroio do Tigre.
Na paróquia de Arroio do Tigre, em maio do ano passado, crismei aproximadamente 400 jovens. Ao retornar, pude constatar, com alegria, ao menos em algumas comunidades, a presença de mais de 50% dos jovens crismados no ano anterior. Diante deste fato, tomei a iniciativa de perguntar o que lembravam ou o que significou a crisma para eles. Uma jovem respondeu-me: “Para mim significou muito, pois, a partir dessa data, comecei a trabalhar na Igreja. Hoje sou catequista”.
Entre todos os sacramentos, apesar de ter recebido o sacramento da ordem, fico profundamente feliz em acompanhar ou administrar o sacramento da crisma, pelo seu significado profundo. No Evangelho de São Lucas, capítulo quatro, versículo 16 e seguintes, Jesus, retomando o livro do profeta Isaías, capítulo 61, disse: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar a remissão aos presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor... Hoje realizou-se essa passagem da escritura que acabastes de ouvir”.
A beleza, ou melhor dizendo, aqui está a profundidade ou o grande desafio, hoje, do sacramento da crisma. Será que ele nos impulsiona, impulsiona nossos jovens que o recebem, como impulsionou o profeta Isaías, como impulsionou Jesus e inclusive os primeiros cristãos a partir do Pentecostes? Como fazemos acontecer hoje a passagem da Igreja dos sacramentos para a Igreja do serviço? A palavra confirmação vem do latim e significa consolidar, isto, é, firmar o cristão na fé. Pela crisma todo confirmado promete, na pessoa do bispo ou do seu representante, assumir a sua comunidade. E aqui cabe muito bem uma pergunta: onde estão ou o que fizeram muitos dos nossos jovens com o sacramento da crisma?
Os apóstolos que conviveram com Jesus, que receberam dele uma formação, foram batizados, receberam no dia do Pentecostes, em comunidade, o Espírito Santo que Jesus ressuscitado derramou sobre eles. Todos foram transformados: de homens medrosos, tornaram-se corajosos e destemidos; de tímidos, tornaram-se repletos de ciência de Deus. O sacramento da crisma é eminentemente comunitário. É um dom ou gesto de Cristo à sua Igreja para o serviço dos irmãos. Se pelo batismo se nasce para uma vida nova, pela crisma os cristãos tornam-se adultos e maduros, plenos de energia, capazes de enfrentar as dificuldades e lutas que a fé cristã exige. E você, o que está fazendo com o sacramento da crisma que recebeu?

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Palavra ao leitor
Na última segunda-feira, dia 25, tivemos a avaliação do 4º Prêmio Paulo Salzano Vieira da Cunha de Poemas. Queremos agradecer a preciosa colaboração das professoras Magda Scotta Hentsck, Ely Marciniak e Claudiane Pereira, que formaram a comissão julgadora. Também aos patrocinadores do concurso, Ulbra e Lojas Pompéia, nosso agradecimento especial.
No próximo final de semana estaremos publicando os poemas vencedores, assim como os outros participantes serão gradativamente divulgados.

Neila Santos


Hoje

Fase
De condutas frágeis.
Provisórias...
Época
De palavra dada
Com prazo de validade:
Melhor
Se for consumido
Até hoje, à noite.
Renunciar?
Corriqueiro
Como incluir
Apagão no dicionário.
Tempo
Cujos amores
Valem
Um e noventa e nove.
Magali Vidal Domingues

Descoberta
Meu corpo, meu templo
Minha alma, minha essência
Minha vida, o presente
Meu caminho, o amor...
Ingrid Salomão Leiria

Velha Cachoeira
Velha Cachoeira do Sul
Oh! Princesa do Jacuí
Hoje me encontro aqui
Matando grande saudade
Confesso com lealdade
Que me encontro emocionado
Por ser nascido e criado
Nos teus campos, com humildade.
Quando bem longe me encontro
Distante dos filhos teus
Pergunto a mim “quem sou eu?”
Onde está aquele guri
Pirralho do Piquiri
Que passou a infância inteira
Imaginando Cachoeira
Namorando o Rio Jacuí.
Cachoeira! Jamais te esqueço,
És um marco consagrado
Que por mais que tenha andado
Te levo viva na mente
Majestosa, imponente,
Que me afagaste em guri
Eu vindo do Piquiri
Só por ser teu descendente!
Pois hoje, ao te visitar
Minha querida cidade
Externo minha verdade
Que voltarei satisfeito
E orgulhoso de tal jeito
Por ver Cachoeira de pé
E da forma que Deus quiser
Te levo dentro do peito.
José Melo
(compositor e cantor cachoeirense)

Pedido
Se vieres amanhã
Traz
O perfume das flores
Do início da primavera,
As cores do arco-íris
Guardadas no balcão da varanda,
Gotas de chuva nas folhas
Da macieira,
Lágrimas, que te enviei
Por Sedex,
Os poemas que escrevemos
Na calçada,
Velhos sonhos, escondidos
No sótão.
Se vieres amanhã,
Traz o meu coração de volta!
Mara Garin

jp@jornaldopovo.com.br

O casal Rotary
Depois de inovar com a criação de um clube que aceita integrantes do sexo feminino, os clubes de rotary de Cachoeira do Sul estão dando mais um exemplo aos irmãos de todos os continentes. Pela primeira vez na história do Rotary mundial um casal está assumindo a presidência de dois clubes simultaneamente. Os empresários Dalnei e Rosane Santiago foram empossados nesta quarta-feira como titulares dos rotarys Zona Alta e Integração, respectivamente. Passada a cerimônia, é em casa que os dois começaram a traçar o futuro de seus clubes. Rosane já está habituada a colaborar com o esposo nas ações rotárias. Dalnei integra o Zona Alta há seis anos e sempre discutiu com ela as decisões dos integrantes do clube, coletando opiniões e um toque feminino na elaboração de atividades comunitárias. Desde que Dalnei ingressou na entidade, Rosane atua na Casa da Amizade, instituição que congrega as esposas de rotarianos e que promove o bem-estar social através de promoções beneficentes. O casal Santiago está aguardando a definição dos nomes que integrarão as comissões internas de seus clubes para acertar seus calendários de eventos.

 

Coluna do Contabilista
Roberto R. Drews

Aniversário
“Nenhuma grande vitória é possível sem que tenha sido precedida de pequenas vitórias sobre nós mesmos”.
Neste dia 29 do ocorrido mês, parabenizamos mais uma vez, com grande júbilo, o nosso Jornal do Povo, que completou 72 anos de lutas e vitórias como órgão de imprensa livre e independente, como um dos mais velhos e tradicionais jornais do interior do estado.
Fundado por duas pessoas ilustres da época, conceituados jornalistas e advogados, Virgílio Carvalho de Abreu, nascido em Canguçu, e Mário Godoi Ilha, nascido em Cachoeira do Sul. Estão de parabéns seus responsáveis, diretor, gerentes, redator, funcionários e colaboradores.
A Coluna do Contabilista não poderia deixar de registrar o notável acontecimento desta sexta-feira, o que fazemos em nome da classe contábil.
Parabéns a todos!

Convite para palestra
O centro de atendimento ao contribuinte - CAC - da Delegacia da Receita Federal de Santa Maria está convidando os contadores e técnicos em contabilidade da jurisdição para uma palestra a ser proferida no próximo dia 10, no auditório da delegacia, no horário das 9h às 11h, versando sobre os procedimentos que devem ser observados para o envio do pedido de inscrição de pessoas jurídicas, alteração de dados cadastrais e solicitação da segunda via do cartão CNPJ por internet. Os interessados devem confirmar a presença mediante assinatura de lista disponível no balcão de informações e triagem do CAC ou através do e-mail herve@receitafazenda.gov.br.

Prorrogação de validade do cartão CNPJ
A Instrução Normativa SRF nº 59, de 5 de junho de 2001 (DOU 11/6/2001), prorrogou o prazo de validade do cartão CNPJ, com vencimento em 30 de junho de 2001, para até 31 de outubro de 2001 (artigo 1º) e estipulou uma nova data de validade para os cartões CNPJ (artigo 2º).
Os cartões com datas de validade de 30/6/2001, 30/6/2002 e 30/6/2003 passarão para 31/10/2001, 31/10/2002 e 31/10/2003, respectivamente.
Os contribuintes que possuem cartões com data de validade de 30/6/2001 receberão na próxima revalidação, prevista para setembro de 2001, os cartões com a nova data (31/10/2003).


Quadro Geral

Torneio de bolão
O Sempre Unidas promoverá hoje um torneio individual de bolão, a partir das 19h, na Sociedade Rio Branco. Cada bolonista pagará R$ 1,00 para participar e terá direito a 20 arremessos. O torneio será aberto aos bolonistas da cidade.

jpesporte@jornaldopovo.com.br



Página do passado

Manchete do JP em 29 de junho de 1976
Lei Falcão tira candidatos da TV na campanha eleitoral

O Governo será o principal beneficiado com a Lei Falcão, analisa o deputado estadual do MDB, Carlos Augusto de Souza. A lei regula o uso de rádio e tevê para a campanha eleitoral deste ano. Pela lei, os candidatos não poderão falar nos meios de comunicação, “o que só beneficiará a Arena, que já faliu como partido”, reforçou o cachoeirense.

SERVIÇO
Devem retirar sua carteira de identidade no Posto de Identificação: Fábio Brum de Figueiredo, Maria Iara de Oliveira Cruz e Rubem da Silva Soares.

Prefeitura
Campos Velho assumirá em impedimentos

O secretário municipal da Fazenda, Carlos Heitor de Campos Velho, foi designado para ser o substituto do prefeito Pedro Germano em caso de necessidade ou impedimento do chefe do Executivo. É que o vice Júlio Cezar Caspani está impedido de assumir o cargo, pois é candidato em novembro. Também os vereadores não poderão assumir (pela lei, sem o vice, assume o presidente da Câmara), pois todos são candidatos à reeleição.

FIGUERAS CONTA O QUENTE
“Indústria de óleos vegetais, novo grupo industrial de Irmãos Trevisan S/A, em fase de excepcional expansão, está para concluir seus novos pavilhões, com capacidade de estocagem para 100 mil sacas”
Saul Torres

Edital de casamento
Habilitam-se para casar

1. Mauro Carrion e Tânia Previdello
2. Nelson Castro e Lia Motta Lima
3. José Valandro Alves e Cleonice Haas

Aconteceu há 25 anos
25 candidatas ao rainha do João Neves
O Grêmio Estudantil Euclides da Cunha, da Escola João Neves da Fontoura, escolhe sua rainha. 24 candidatas concorrem, entre elas Rosália Losekann da Cunha, Rosane Herbstrith de Siqueira, Angela Cunda, Berenice Simões Pires, Cláudia Frey, Rosane Fontanari, Patrícia Avena de Borba, Marília Wiebbelling, Evelize Salzano e Rosane Purper. Angela Cunda venceu.

Publicidade
Congratulam pelo aniversário de 47 anos do Jornal do Povo:
Nucal, Cooperativa de Consumo União, Macife, Revista do Ensino e Lino Anversa & Cia Ltda.

Editorial
“Ao comemorarmos o 47º aniversário do Jornal do Povo, lembramos o aumento de nosso parque gráfico, com a compra da impressora rotoplana, que dará mais agilidade à confecção e distribuição das edições. Quando adentramos o 48º ano de circulação, renovamos nossa fidelidade à comunidade de Cachoeira do Sul”.
Paulo Salzano Vieira da Cunha

Trova
Quem tem lareira e cobertas
Não sabe, pois nunca viu
Que à noite, em ruas desertas,
Crianças morrem de frio
Fernandes Barbosa

Nenê Müller em sociedade
Bolão feminino Sempre Unidas, da Sociedade Rio Branco, realizava jantar de confraternização e aniversário do grupo, com presença dos esposos, na Cabana Rodeio. Na ocasião era empossada a nova diretoria: presidenta Romacilda Barreto, vice-presidenta Vitória Marx, secretária Vilma Dutra, tesoureira Romilda Darol e capitã Diva Nunes. No comando do evento, Jeanne Trommer, a eficiente relações-públicas do grupo.
Marilu Castagnino despedia-se de Cachoeira e de sua função na firma Primer S/A e partia para Itaqui, onde assumiria novo posto na agência do Banco do Brasil. Marilu era homenageada por seus chefes e colegas com bela festa de despedida.
Novo salão de beleza colocava-se à disposição do público feminino cachoeirense. Tratava-se do Salão Icléia, propriedade de Noêmia Weber e localizado à Rua Pinheiro Machado, 1420.
Ibaier Barbosa, funcionário da firma Ernesto Hipp, era sucesso com seu artesanato em madeira.
Encerrada a IV Fenarroz, continuavam comentários a respeito do sucesso dos shows. Espetáculos musicais diversos como Roberto Carlos, Benito de Paula, Maria Creuza, Ospa, Coral Cachoeirense, Orquestra de Câmara de Porto Alegre (sobre a regência do maestro Túlio Belardi), a soprano Vera Campos, a meio-soprano Marta Nóbrega, o tenor Decápolis Andrade e a soprano Estela Trevisan. Muito aplaudidas, além da Banda dos Fuzileiros Navais, a Banda Marcial do Colégio São José de Porto Alegre e as bandas de nossa cidade.
Coral Cachoeirense apresentava-se no Teatro João Pessoa em Rosário do Sul com grande sucesso.
A professora Amália Geisel recebia o título de cidadã cachoeirense outorgado pela Câmara de Vereadores.

Cachoeira em 1976
Semana de 23 a 30 de junho
1. Heini Massirer é o editor do Jornal do Povo. O chefe de reportagem é Mildo Fenner
2. Prefeitura completa 10 mil metros de calçamento
3. Ponte do Fandango estará com suas obras de reforma totalmente concluídas dentro de 30 dias

Astral apresenta
Gente que transa
Com Adriano Reis

COLISEU apresenta
Mcq, um detetive acima da lei
Com John Wayne


Artigo
Deividi da Silva Pereira - Engenheiro

O sonho da casa própria
Assim como a família está para a sociedade, a casa está para a família. É na casa onde a família encontra o mínimo necessário de abrigo, aconchego e segurança para estabelecer relações que, posteriormente, servirão de alicerce para a sociedade.
No último dia 25 ocorreu em São Paulo, durante o 4º Seminário da Indústria Brasileira da Construção, o lançamento nacional do projeto Casa 1.0, uma alusão aos veículos ditos populares de mil cilindradas. Cada unidade habitacional teria 40 metros quadrados, cujo projeto deveria ser adaptado às diferentes condições climáticas do país, e estaria acompanhada de toda a infra-estrutura de saneamento, pavimentação e meio ambiente necessária, de forma a gerar, nos moradores, um sentimento de prazer ao habitar estes espaços.
Além, obviamente, do interesse econômico envolvido no projeto Casa 1.0, fator preponderante nas ações de qualquer empresa e da tão conhecida sensação de que tudo não passará de um projeto fadado ao esquecimento, alguns números e constatações apresentadas são particularmente interessantes para que possamos fazer uma análise crítica do quão grande é o problema habitacional no Brasil.
O Construbusiness, em 2000, representou 15,6% do Produto Interno Bruto (PIB), gerando 3,63 milhões de empregos diretos. Estimativas apontam que para cada 100 pessoas ocupadas diretamente na construção civil, 285 são empregadas indiretamente. Percebe-se a potencial geração de empregos do setor, muito embora a faixa salarial média não ultrapasse em muito os três salários mínimos.
O estudo constatou que diferentemente da taxa de crescimento populacional brasileiro, estabilizada em 1,0% ao ano, as favelas - submoradias incapazes de fornecer as mínimas condições de dignidade a seus habitantes - crescem 6,0% ao ano, denotando um rápido empobrecimento da população. Em 1999, para cada 100 domicílios existentes, havia a necessidade de se construir mais de 12 novas moradias.
O déficit habitacional no ano de 2000 era de seis milhões de unidades. Nas regiões metropolitanas o problema se agrava. Em São Paulo, o déficit supera a incrível marca de 400 mil unidades; em Porto Alegre, local mais próximo a nós, a carência é de 83.567 habitações. Estimando uma média de quatro pessoas por residência, são mais 1,6 milhão de pessoas em São Paulo que não possuem um endereço para receber uma correspondência. Entretanto, 60% do déficit situa-se em cidades ditas de médio a pequeno porte, como é o caso de Santa Maria, Passo Fundo e Pelotas, por exemplo.
Completando a estatística apresentada durante o seminário, 62% do déficit habitacional atinge famílias que ganham até cinco salários mínimos (12 milhões de brasileiros).
Entretanto, o seminário não ficou restrito apenas a números, mas detectou inúmeras ações que viabilizariam a construção de 650 mil unidades habitacionais do tipo Casa 1.0 por ano, durante seis a oito anos. Verificou-se a necessidade, há tanto tempo já conhecida, de trabalho conjunto entre Governo (prefeituras, estados e União), sociedade civil e Construbusiness. Em síntese, caberia ao setor fabril da construção civil aumentar a eficiência produtiva, industrializando e padronizando processos, com o objetivo de reduzir tempos e custos executivos, sem esquecer de agregar qualidade ao produto final, redução esta que deveria ser repassada à população. Ao Governo caberia, nas diferentes instâncias, federal, estadual ou municipal, a ampliação dos recursos destinados ao financiamento de habitações populares; a desburocratização na liberação de habitações, sem colocar em risco o conceito de hábitat, qualidade de vida e meio ambiente; a redução de custos de financiamento e a minimização da carga tributária.
A preocupação com a carga tributária tem seu motivo, senão vejamos o exemplo do vaso sanitário. Nesta peça, um terço do valor pago pelo consumidor vai para o Governo sob forma de impostos, dentre os quais incluem-se o IPI e o ICMS. Blocos, tubos de PVC e tintas são mais exemplos onde somente os dois impostos citados acima somam mais de 26% do valor do produto. Assim, surgiu a idéia da criação de uma cesta básica de materiais para construção de habitações de interesse social, cujos produtos estariam sujeitos a reduzidas cargas tributárias ou até mesmo isenção destas.
Sabe-se que o problema habitacional é real, grave e há muito vem sendo protelado por parte do Governo. Além de poucos planos de financiamento habitacional, estes jamais atingem as classes menos favorecidas, as mais prejudicadas com esta situação. Somente com a tomada de consciência da real necessidade de investimentos neste campo por parte da sociedade é que teremos força suficiente para exigir dos governantes atitudes mais enérgicas e comprometidas no sentido de resolver, ou ao menos minimizar, este problema. Como pode uma criança ter saúde e educação sem que uma cama e uma mesa para escrever abrigada das intempéries ela tenha? Ou será que este problema não tem relação alguma com a violência que tanto nos assombra?!




Vacacaí
O XI Canto do Vacacaí, festival fechado realizado no último final de semana na Praia das Tunas, em Restinga Seca, premiou o poeta Gujo Teixeira com o primeiro lugar. A composição vencedora “Raiz e flor” foi interpretada por Sabani Felipe de Souza (autor da melodia e melhor instrumentista), Érlon Péricles e Marcos Costa. Em segundo ficou a música “Pra o meu olhar de peão”, uma valsa de Frutuoso Araújo e Diego Espíndola, interpretada por Florisnei Thomaz, Raul Ávila e Diego Espíndola. A composição mais popular ficou com a música “Mas que baita jacu rabudo”, de Juarez Fialho e Adão Lannes, interpretada por Nenito Sarturi. A novidade, neste ano, foi o lançamento de um CD com as obras que foram compostas no festival e participaram de outros eventos abertos.

Programa
A programação de fandangos da Semana Farroupilha só depende da Sociedade União Cachoeirense (SUC) e do CTG José Bonifácio Gomes para ficar completa.

O programa

Data Entidade da Ronda Local Conjunto
13/9 Lanceiros do Sul Tropeiros da Lealdade Grupo Galpão
14/9 Meu Pago Tropeiros da Lealdade Chiquito e Grupo Bordoneio
15/9 Estância da Tradição Tropeiros da Lealdade Grupo Fandangaço
16/9 CTG Os Gaudérios CTG Os Gaudérios Régis Marques e Grupo Rodeio
17/9 Piquetes integrados CTG Os Gaudérios Tchê Barbaridade
18/9 Tropeiros da Tradição Tropeiros da Lealdade Fandangaço
19/9 Tropeiros da Lealdade Tropeiros da Lealdade Raça Gaudéria
20/9 Fandango não-oficial Tropeiros da Lealdade João Luiz Corrêa e G. Campeirismo
21/9 Fandango não-oficial Tropeiros da Lealdade

Régis Marques e
G. Rodeio, Fandangaço e Bando Guri

JORNAL DO POVO LTDA.
Rua 7 de Setembro, 1015 - Fone (51) 3722-1919
Fax (51) 3722-7501 - CEP 96.508-011

Cachoeira do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil
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